A IMPORTÂNCIA DA INTERDISCIPLINARIDADE DO TRABALHO COM A FAMÃLIA NA SAÚDE

Mary Elen Santos Corrêa, Rhamayane Stefanowicz Neubauer, Audrilara Arruda Rodrigues Campos

Resumo


A família tem sido percebida como base estratégica para a condução de políticas públicas, especialmente aquelas voltadas para a garantia de direitos. Nos últimos anos, observou-se uma proliferação de programas e projetos dirigidos ao atendimento das famílias. A família, no entanto, não pode ser vista apenas como estratégias dessas politicas. Neste sentido, tem-se questionado se essas iniciativas são eficientes e eficazes para o fortalecimento das competências familiares, se responderam às necessidades das próprias famílias atendidas e se contribuem para o processo de inclusão e proteção social desses grupos. Nesse sentido, o objetivo do trabalho é de identificar se os programas da Secretaria Municipal de Saúde de Lages trabalham com as famílias e de que forma está sendo a atuação dos profissionais nestes serviços. Para tal, o método utilizado foi visita institucional e entrevista com os coordenadores dos seguintes programas: Estratégia da Saúde da Família (ESF), Saúde da Mulher, do Homem, da Criança e do Adolescente, do Idoso e Hiperdia. Após realização da visita institucional acompanhada da entrevista com os profissionais, percebe-se que o trabalho é desenvolvido com profissionais restritos à área da saúde e com um olhar voltado somente ao indivíduo, não percebendo a importância do trabalho interdisciplinar, para o qual se defende um paradigma em saúde que leve a debates/reflexões e a ações de mudança teórico-metodológica, para crescimento e conquista das necessidades básicas humanas. E, que também estejam voltadas para a questão de direito e enfrentamento dos graves problemas sociais do país, a que nenhum profissional isolado, por melhor que seja, conseguirá responder. Sem a interdisciplinaridade, a prática profissional não poderá ser resolutiva, visto que, as causas não foram trabalhadas, pois estão colocadas no âmbito da legitimação do capitalismo, necessita-se então a mescla de saberes, recorrer a outros setores, visto que só saúde não dará conta. Ao terminar o trabalho, conclui-se que, não há trabalhos específicos com as famílias, apenas o indivíduo, salvo exceções quando solicitado pelo profissional em casos de vasectomia e denúncias para averiguação. Os profissionais de Serviço Social e Psicologia atuam indiretamente na realização de atendimento psicológico, avaliação para o estudo socioeconômico da família ou quando solicitados nas denúncias. No entanto, quanto ao trabalho interdisciplinar, os profissionais não sentem a necessidade deste. No entanto, entende-se que a interdisciplinaridade é um recurso que pode contribuir para o avanço da atenção qualitativa e para a satisfação do usuário do serviço. Para isso, há a necessidade de que a equipe se diversifique, pela inserção de profissionais, que tenham em sua formação conteúdos teórico-metodológicos, de forma a complementar tanto o conhecimento clínico e o epidemiológico, como o social, como uma alternativa para o modelo de atenção a saúde. Apesar de muito estar sendo feito para preparação das equipes de saúde da família, para que tenham domínio de outros conhecimentos, podendo desenvolver novas habilidades e atitudes que facilitem a formação de vínculos entre os profissionais e as famílias. Neste contexto, evidenciou-se a importância de se trabalhar a família em todos os seus aspectos.

Palavras-chave


Família; interdisciplinaridade; programas da Secretaria Municipal de Saúde.



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ISSN 2447-2107
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