AVALIAÇÃO DA DIFUSÃO VESTÃBULO-LINGUAL DO CLORIDRATO DE ARTICAÃNA 4% EM RASPAGEM E ALISAMENTO RADICULAR DE PRIMEIRO MOLAR INFERIOR NA TÉCNICA DE ANESTESIA INFILTRATIVA

Chane Wittcinsk, Leonardo Manfroi de Cordova

Resumo


Aproximadamente 30% a 50% da população adulta é afetada pela doença periodontal crônica de moderada a severa. A forma mais comum e conservadora de tratar a doença periodontal é a instrumentação radicular que consiste de raspagem e alisamento radicular (RAR). O uso de uma solução anestésica local nos procedimentos odontológicos é indispensável e preponderante, pois, tem a finalidade de anestesiar áreas limitadas de tecido. O anestésico de uso local bloqueia os receptores de sensibilidade tátil, inibe a sensação de pressão, as sensibilidades térmica e gustativa, ao lado da completa abolição da dor. Em relação ao bloqueio do nervo alveolar inferior e lingual este apresenta algumas desvantagens como inconï¬abilidade dos pontos de referência intraorais, altos índices de falha na realização da técnica, insensibilidade de uma grande área muitas vezes desnecessária em procedimentos localizados, além da anestesia lingual e do lábio inferior muitas vezes indesejada. Entre os novos anestésicos locais, destaca-se a articaína. É o anestésico mais utilizado no Canadá e em vários países europeus, principalmente na Alemanha. A articaína é utilizada em odontologia em solução a 4% associada à adrenalina 1:100.000 ou 1:200.000. O uso da articaína consegue difundir-se através dos tecidos moles e duros com maior confiabilidade que outros anestésicos, portanto, não se faz necessária a anestesia na região palatina, além disso, é menos tóxica do que a lidocaína. A pesquisa tem por objetivo avaliar a difusão vestíbulo-lingual do cloridrato de articaína 4% em raspagem e alisamento radicular de primeiro molar inferior com técnica de anestesia infiltrativa sem complementação da anestesia lingual. Metodologia: 40 pacientes voluntários de ambos os gêneros, a decisão do lado do paciente (esquerdo ou direito) a ser submetido por primeiro será realizado por sorteio. O primeiro lado será categorizado pela letra “A†e receberá o cloridrato de articaína 4% com adrenalina 1:100 000 com intervalo de tempo de 5 minutos para início do procedimento e o segundo lado será categorizado pela letra “Bâ€, 10 minutos para início do procedimento. Anterior à infiltração do anestésico, para certificar-se que o paciente não apresenta alteração de sensibilidade na região de interesse, a técnica anestésica utilizada será a infiltrativa supraperióstea, para avaliação da analgesia (5 minutos após, de um lado e 10 minutos após, de outro lado) será utilizada uma sonda periodontal Hu-Friedy PCPM 15, 10 milímetros abaixo da margem gengival vestibular e lingual, fazendo toques no tecido. Após a estimulação o paciente responderá as perguntas de “sim†ou “não†do questionário em relação à analgesia. A complementação anestésica da mucosa lingual será realizada somente se o voluntário relatar desconforto. Resultados esperados: Espera-se comprovar que o Cloridrato de Articaína 4% com Adrenalina 1:100.000, difunde-se pelos tecidos provocando a anestesia lingual quando aplicada somente por vestibular e que é possível realizar a raspagem e alisamento radicular sem a complementação anestésica lingual. Espera-se também determinar o tempo que se deve aguardar para iniciar o procedimento.

Palavras-chave


Cloridrato de articaína; qualidade de vida; anestesiologia



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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