PROMOÇÃO E PREVENÇÃO À SAÚDE DOS CARROCEIROS DO MUNICÃPIO DE LAGES: UM NOVO OLHAR

Lourenço Duarte Zanotto, Maria Cristina Subtil, Nikolas Alexandre Castro, Thales Gaioski Thaumaturgo, Caroline Cordel Ringwelski, Renata Albuquerque Silva, Bianca Lopes Omizzolo, Lúcia Buss Coutinho, Márcio Petenusso, Gabriel Modesto Gomes

Resumo


Durante a década de 70, ocorreu em Lages, assim como no país, o êxodo rural, com isso um grande número de trabalhadores rurais passaram a ocupar os centros urbanos, esses trabalhadores informais, a partir de então procuravam novas ocupações, surgindo, dessa forma a ocupação de carroceiro. Os carroceiros, indivíduos que obtêm seu sustento através do serviço de frete, além do recolhimento, transporte e venda de materiais recicláveis. Esses indivíduos, junto às suas famílias parecem viver em condições de exclusão social, o que se denota pela ausência de vínculo empregatício, baixa renda familiar e na maioria das vezes, informação e educação restritas a respeito dos próprios cuidados com saúde o que aumenta a vulnerabilidade desses aos agravos em saúde. Este trabalho teve como principal objetivo relatar a experiência de um acadêmico do curso de Medicina no atendimento aos indivíduos carroceiros que participam do projeto de extensão: “Promoção e prevenção à saúde dos carroceiros do município de Lages: um novo olharâ€. Trata-se de um relato de experiência do tipo pesquisa-ação, realizado durante o atendimento aos indivíduos carroceiros participantes do projeto do referido projeto de extensão. As atividades ocorreram durante os meses de Fevereiro e Março de 2012. Os dados foram coletados baseados em necessidades de saúde, sendo essas: boas condições de vida; ter acesso e poder consumir toda tecnologia de saúde capaz de melhorar e prolongar a vida; criação de vínculos afetivos entre paciente e equipe de saúde; referência e relação de confiança e a necessidade da pessoa de ter graus crescentes de autonomia no seu modo de viver incluindo a luta pela satisfação de suas necessidades de forma ampla. As ações de educação, prevenção e promoção em saúde foram realizadas em atendimentos ambulatoriais dos acadêmicos do curso de Medicina supervisionados por um profissional médico. Durante as atividades foi possível perceber que grande parte dos agravos à saúde apresentados pelos indivíduos atendidos estavam intimamente relacionada às suas condições sociais, o alcoolismo, por exemplo, é bastante presente e atrelado a este, a violência familiar, que chamou atenção. O uso de tabaco é frequente o que talvez traduza o pouco interesse pela sua qualidade de vida, acompanhando esses hábitos de vida, problemas sistêmicos como Hipertensão Arterial, Diabete Mellitus e Dislipidemias também agravam as más condições de saúde desses pacientes. Dietas pobres provavelmente têm levado a quadros anêmicos, subnutrição, e problemas metabólicos. Outra queixa recorrente são as dores musculoesqueléticas que se pode, claramente, relacionar com as atividades pesadas exercidas por eles indivíduos. A experiência trouxe para reflexão, enquanto discente, em relação às dificuldades enfrentadas por essa população e suas famílias, permitindo relacionar os conceitos teóricos e confrontá-los com a realidade encontrada nessa comunidade. Ficou claro que os projetos que visam promover a saúde através do processo de educação podem contribuir sobremaneira na melhoria das condições de saúde dessa população.

Palavras-chave


Promoção; prevenção; saúde; atenção primária



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