REVISÃO BIBLIOGRÁFICA: BRONQUIOLITE VIRAL (BV)

Karine Kramer Fertig

Resumo


A bronquiolite viral (BV), doença do sistema ventilatório, é a causa mais frequente de internações hospitalares de neonatos, lactentes e crianças de até três anos de idade, com predominância nos três primeiros meses de vida. Possui característica sazonal, ocorrendo epidemicamente nos meses de outono e inverno, com alta prevalência em estados da região Sul do Brasil, sendo responsável por uma taxa de mortalidade que varia de 1 a 3,5%. Realizou-se uma revisão bibliográfica em livros clássicos e periódicos científicos de pediatria na base de dados do Scielo, devido à experiência vivenciada durante as atividades da unidade educacional eletiva na área de pediatria. Utilizou-se como descritor: BV. A bronquiolite viral é uma infecção do trato respiratório inferior de gravidade variada, na qual a obstrução inflamatória das pequenas vias aeríferas é sua principal consequência. O agente etiológico mais comum é o vírus sincicial respiratório (VSR), o qual apresenta alta virulência e patogenicidade quando localizado em mucosas nasais e orais, sendo responsável por 70% dos casos de bronquiolite viral, sendo que no inverno essa taxa aumenta para aproximadamente 90%. Essa infecção respiratória se manifesta, inicialmente, com febre, coriza e tosse e evolui, em apenas três ou quatro dias, para sintomas do trato respiratório como insuficiência ventilatória, podendo chegar a uma retração torácica e assincronia tóraco-abdominal. O diagnóstico é clinico, com auxilio radiológico, evidenciando hiperinsuflação pulmonar, espessamento dos feixes broncovasculares, bronquiectasias, atelectasias e hiperlucência pulmonar. O tratamento é empírico, com antibiótico ampicilina EV 25-50 mg/kg/dia dividido em quatro doses, controle do estado hídrico, oxigenoterapia (mantendo em níveis superiores a 95%), fisioterapia respiratória, uso de broncodilatadores com espaçador por períodos prolongados e corticóides inalatórios. Apesar de sua alta prevalência no âmbito pediátrico, a maioria dos pacientes tem uma evolução favorável devido ao seu reconhecimento e tratamento eficiente precoce, caso contrário há um alto risco de apresentar sequela pulmonar. Desta forma, a otimização do tempo é de suma importância, assim como o tratamento adequado, objetivando reduzir cada vez mais as taxas de morbidade e de mortalidade, e evitar as possíveis complicações futuras ao pequeno paciente.

Palavras-chave


Pediatria; Doenças Respiratórias; Pneumologia; Bronquiolite.



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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