PANCREATITE AGUDA: DA FISIOPATOLOGIA AO DIAGNÓSTICO

edson junior da silva cordova

Resumo


Durante o estágio da Unidade Educacional Eletivo -curso de medicina- em Urgência e Emergência, foi notório o elevado número de pacientes diagnosticados com pancreatite aguda. Advindo da sua prevalência, coube a realização de um estudo objetivando uma revisão bibliográfica sobre o tema pancreatite aguda (PA) e seus aspectos fisiopatológicos. A revisão foi baseada em quatro artigos publicados entre os anos de 2012 e 2014 e no livro medicina interna de Harrison de 2013. A pancreatite aguda é uma doença inflamatória, normalmente autolimitada, pode ser dividida em intersticial e necrosante, tem como principais causas litíase biliar (60%) e ingesta de bebida alcoólica (30%), restando apenas 10% para demais causas. Acredita-se que sua patogenia ocorra devido a ativação enzimática no pâncreas causando autodigestão e sua evolução se dá basicamente em 3 fases. Na fase primaria ocorre a ativação enzimática, principalmente tripsina. Na segunda fase ocorre a migração de células de defesa para o pâncreas. A fase final é marcada pelos efeitos dos mediadores inflamatórios nos demais sistemas. O principal sintoma da pancreatite aguda é a dor abdominal que pode ser leve ou intensa, localiza-se principalmente em epigástrio, pode irradiar para as costas, região periumbilical e flancos. É comum o alivio da dor em posição de tronco fletido, joelhos flexionados ou sentado. O diagnóstico pode ser realizado se presente dois entre três fatores: quadro clínico típico (dor abdominal típica), elevação de amilase e/ou lipase 3 vezes superior ao valor normal e TC com aumento do pâncreas. A avaliação da gravidade da pancreatite é de total importância para a conduta do paciente. A doença é considerada grave quando ocorrer pontuação maior ou igual a 3 nos critérios de Ranson, ou maior ou igual a 8 no sistema de pontuação APACHE II dentro de 48 horas após a admissão. Também é possível a utilização de exame de imagem para a classificação. Apesar da eficiência dos critérios os estudos mostram a necessidade de outras graduações além de PA leve e grave. Por ser autolimitada, o tratamento se baseia em analgesia, manutenção de volemia e abolição da alimentação oral por 2 a 3 dias; o tempo de jejum aparentemente não se relaciona com o período de internação. A pancreatite aguda é satisfatoriamente compreendida e possui causas bem conhecidas. Seu diagnóstico não é complexo e é muito bem definido, não apresentando grandes dificuldades para o médico. Apesar de poucas classificações ditadas pelos critérios, os mesmos não apresentam grandes divergências. Embora tenha um certo risco de gravidade, é uma doença muito bem conduzida na maioria das vezes, resultando em prognóstico favorável.

Palavras-chave


pancreatite; fisiopatologia; diagnostico



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