AVALIAÇÃO DA OCORRÊNCIA DE HIPOESTESIA PLANTAR IDENTIFICADA ATRAVÉS DO TESTE DE MONOFILAMENTO DE SEMMES-WEINSTEIN EM PACIENTES DIABÉTICOS TIPO I E II

Daniel Duarte Nora, Alisson Roberto Castanho, Maria Cristina Mazzeti Subtil, Cleiton Jonei Reginatto, Paulo Roberto Ramos Alves, Marcio Petenusso

Resumo


O pé diabético caracteriza-se por úlceras plantares de cicatrização lenta, que se formam em consequência de traumatismo aparentemente insignificante. Se não forem tratadas, as úlceras podem penetrar nos tecidos subjacentes, resultando em complicações severas como gangrena, que exige a amputação em casos graves. O principal fator relacionado a apresentação das lesões plantares estão relacionadas ao mau controle dos níveis glicêmicos. O diagnóstico precoce de hipoestesia plantar contribui significativamente para diminuir a incidência dessa complicação. Este trabalho tem como objetivo avaliar a ocorrência de hipoestesia plantar identificada através do teste de monofilamento de Semmes-Weinstein em pacientes com diabetes mellitus (DM) tipo I e II, identificar o conhecimento do paciente quanto ao cuidado com os pés e lesões plantares, levantar os processos implicados na fisiopatologia de lesões plantares, realizar o processo de educação em saúde com os participantes do estudo focando nos cuidados com os pés, identificar as dificuldades encontradas na realização do teste com monofilamento de Semmes-Weinstein e levantar as principais coberturas de técnicas de curativos utilizadas pelos pacientes portadores de lesões plantares. Consistirá de um estudo exploratório descritivo com abordagem quantitativa, a ser realizado na Unidade Básica de Saúde do Petrópolis, na cidade de Lages - SC. Farão parte deste estudo 30 pacientes com DM tipo I e 30 tipo II, com o diagnóstico realizado há mais de cinco anos, idade superior a 18 anos e que concordaram em participar do estudo e assinarem o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) de acordo com a resolução 196/96. Primeiramente será realizada uma avaliação clínica baseada em um exame físico dos pés seguindo um roteiro proposto por Armstrong e Lavery em 1998. Após, será registrada a ocorrência de hipoestesia plantar através do teste de monofilamento de Semmes-Weinstein de 10g, o monofilamento na mão do paciente, de modo a estimular a capacidade estereognóstico. O paciente não visualizará a área a ser testada. Serão testadas aleatoriamente: o primeiro, terceiro e quinto dígitos plantar e a primeira, terceira e quinta cabeça dos metatarsos plantar, totalizando 12 pontos. Aplicar-se-á o monofilamento perpendicularmente na pele, com força apenas para encurvar o monofilamento, com duração máxima de 2 segundos. Será perguntado ao paciente onde ele sente a pressão aplicada, que será realizada duas vezes no mesmo local e mais uma aplicação simulada. A incapacidade de sentir o monofilamento em quatro ou mais dos doze pontos testados demonstra a existência de neuropatia sensitiva. Como resultados, espera-se conhecer o quanto o paciente sabe acerca dos cuidados necessários com seus pés, levantar a prevalência de indivíduos portadores de DM I e II com lesão plantar na área descrita, avaliar a ocorrência de hipoestesia plantar em paciente diabéticos I e II e também capacitar os voluntários quanto aos cuidados específicos com os pés, após processo de educação em saúde. Espera-se que com os resultados, poder avaliar a ocorrência de hipoestesia plantar em pacientes diabéticos e fazer a conscientização destes sobre a importância do cuidado com os pés, evitando desta maneira complicações futuras.

Palavras-chave


Diabetes Mellitus; Pé Diabético; lesão plantar; autocuidado



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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