UMA VISÃO GERAL SOBRE A SIDA/HIV

Stefani Louise Tesser

Resumo


Do período de 10 a 30 de julho de 2017 foi realizado o Eletivo (Unidade Educacional) do 3º ano do curso de Medicina. A área de atuação foi o Hospital e Maternidade Tereza Ramos. Durante o período de estágio acompanharam-se muitos pacientes portadores da Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (SIDA), razão pela qual, objetivou-se realizar sucinta revisão bibliográfica sobre o tema, focando na epidemiologia, diagnóstico e prevenção. O método de revisão bibliográfica utilizado foi a busca por artigos selecionados da base de dados Scielo, Revista de Medicina do Rio de Janeiro, Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para manejo da Infecção pelo HIV, Protocolo para a Prevenção de transmissão de HIV, Guia de Tratamento Clínico da Infecção pelo HIV, site UNAIDS Brasil. Totalizando oito obras. A SIDA é uma doença causada pelo vírus da imunodeficiência humana, HIV, o qual acomete o sistema imunológico do corpo, mais especificamente os linfócitos T com receptores CD4. Existem dois sorotipos de HIV. O HIV-1 é o principal sorotipo mundial, enquanto o HIV-2 predomina na África Ocidental. A diferença entre ambos se dá somente através da transmissão: no HIV-2 é sensivelmente mais difícil, tendo progressão mais lenta das infecções que decorrem da SIDA. Ambos culminam em SIDA e possuem as mesmas formas de transmissão. O Brasil é o país da América Latina com o maior número de novos casos em 2016 (49% das novas infecções, correspondente a 48 mil pessoas). Em 2016 haviam 38,8 milhões de pessoas vivendo com HIV, porém as mortes em sua decorrência vêm caindo potencialmente graças ao tratamento com medicamentos antirretrovirais. Em 2015, 1,2 milhões de pessoas morreram em decorrência da SIDA, aproximadamente 600 mil a menos que em 2005. O diagnóstico é feito na Atenção Primária através do Teste Rápido, que é obrigatório no primeiro e terceiro trimestres do pré-natal, bem como no momento de diagnóstico de tuberculose. Qualquer pessoa têm acesso ao Teste Rápido nas Unidades Básicas de Saúde. O rastreamento para a infecção por HIV deve ser feito nas seguintes condições: gestação, presença de doenças sexualmente transmissíveis, tuberculose, manifestações clínicas condizentes com aquelas causadas pelo HIV, comportamento sexual de risco e/ou uso de drogas injetáveis. Em sendo positivo o resultado, demonstra-se que em algum momento esse indivíduo teve contato com o vírus HIV. A prevenção é, basicamente, não ter contato com fluidos que contenham o HIV, a exemplo do sangue, sêmen, fluidos vaginais e leite materno. A prevenção se dá por meio de uso de preservativo, não compartilhamento de seringas e outros objetos perfuro-cortantes, além da não amamentação por mãe HIV positivo. A partir dessa experiência prática e teórica aferiu-se a complexidade da SIDA e do HIV enquanto uma infecção sem cura. Percebe-se a enorme necessidade de informação e conscientização das pessoas, através de campanhas explicativas e preventivas por parte do governo, afinal de contas, hábitos simples, como o uso de preservativo, são capazes de evitar a disseminação desse vírus e, por conseguinte, seus efeitos avassaladores ao organismo humano.

Palavras-chave


SIDA; epidemiologia; prevenção.



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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