SÍFILIS

Amanda de Souza Pereira

Resumo


A sífilis é uma das sete infecções sexualmente transmissíveis curáveis causadas por uma bactéria gram-negativa, tendo como causador a espiroqueta T. Pallidum subsp pallidum. Realizou-se revisão bibliográfica em livros e artigos científicos nas bases de dados Pubmed e Scielo no período de 2010 a 2016 sendo utilizado 5 artigos. Utilizou-se como descritor: sífilis, lues. A Organização Mundial de Saúde estima que a cada ano 11 milhões de novos casos de sífilis ocorrem globalmente entre adultos com idade entre 15 e 49 anos. É uma doença que vem crescendo vertiginosamente após a década de 90 desde a sua descoberta em 1905. A doença não tratada pode progredir através de 4 estágios sobrepostos: primária, secundária, latente e terciária com manifestações clínicas e patológicas distintas. A sífilis primária ocorre aproximadamente 3 semanas após o contato com um indivíduo infectado apresentando o aparecimento de úlcera indolor, única, no local da inoculação. Em seguida a sífilis secundária se manisfesta após 6 semanas a 6 meses de infecção não tratada anteriormente resultando da multiplicação generalizada do T. Pallidum na pele e tecidos mucocutâneos caracterizando-se por febre branda, mal- estar, cefaléia, prurido e lesões de pele notadas na região palmar e plantar. A fase latente ocorre após o desaparecimento do estágio secundário até a ocorrência do terciário, não sendo evidente sintomas clínicos e podendo ser precoce ou tardia(mais de um ano de evolução). No último estágio, classificado como sífilis terciária, aproximadamente um terço dos pacientes não tratados evoluem para esse quadro após um período latente de 5 anos ou mais. A mesma, pode afetar qualquer tecido ou órgão tendo como principais manifestações o acometimento neurológico e cardiovascular. Existe também a sífilis congênita, adquirida pelo feto no útero materno quando o treponema atravessa a barreira transplacentária, ela ocorre mais frequentemente durante os estágios primários e secundários, quando as espiroquetas são mais numerosas.O método mais utilizado para diagnosticar a sífilis são as provas sorológicas que dividem-se em testes não treponêmicos, dos quais fazem parte o VDRL, que é realizado pelo SUS nas UBS e tem um custo muito baixo para o Governo Federal, e, os testes treponêmicos, que incluem o FTA-ABS e o TPHA que são usados para confirmação diagnóstica. Como não há vacina para prevenir a doença, o tratamento de indivíduos infectados e seus parceiros sexuais são fundamentais para o controle, assim como a educação sexual e o uso de preservativos.Um dos programas de controle implantados pelo Governo Federal é a realização do teste VDRL durante o pré-natal. No primeiro, terceiro trimestre e durante o parto. Mesmo que a sífilis apresente recursos terapêuticos e diagnósticos de baixo custo o controle continua sendo um desafio para os profissionais de saúde. Pois ainda existe uma grande dificuldade de abordagem das doenças sexualmente transmissíveis, parceiros sexuais que não são diagnosticados e/ou tratados e o desconhecimento dos agravos que essa doença pode trazer. Por isso, é de suma importância a capacitação dos profissionas de saúde e a disseminação de informações a respeito da doença.

Palavras-chave


Doença sexualmente transmissível; T. pallidum



REVISTA UNIPLAC
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