APRESENTAÇÃO CLÍNICA DO INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO

Matheus Silveira Marcondes

Resumo


O Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) é responsável por um elevado número de óbitos no Brasil, sendo uma urgência médica bastante recorrente no pronto atendimento. Trata-se de uma doença na qual parte do fluxo arterial coronariano, responsável pela irrigação sanguínea do coração, é interrompida, resultando em isquemia de parte do músculo cardíaco. O objetivo é abordar a apresentação clínica do Infarto Agudo do Miocárdio, bem como o método diagnóstico disponível ao médico emergencista. Trata-se de uma revisão bibliográfica do tipo narrativa, com pesquisa realizada em obras literárias como Medicina Interna de Harrison e o Tratado de Doenças Cardiovasculares de Braunwald, além das bibliotecas eletrônicas Scielo e Google Acadêmico, com as palavras de busca: “Infarto Agudo do Miocárdio”, “diagnóstico” e “emergência”. A Organização Mundial de Saúde (OMS) determina para o diagnóstico de IAM a presença de critérios diagnósticos em 3 áreas, a clínica, a eletrocardiográfica e a bioquímica. Na parte clínica, a realização de anamnese completa, que, além de detalhar a queixa e a sintomatologia relatadas, englobe possíveis fatores de risco como tabagismo, hipertensão arterial, uso de drogas, e histórico familiar são imprescindíveis. A dor torácica é o sintoma mais comum associado. É, em geral, descrita como uma dor surda que pode irradiar-se para o braço esquerdo. Não piora com inspiração profunda e pode haver dispneia, diaforese, náuseas e vômitos. Há uma classificação clínica da gravidade da insuficiência cardíaca provocada pelo IAM chamada de Killip Class. Estudos feitos em 1967 por Thomas Killip e John Kimball em casos suspeitos de IAM possibilitaram a estratificação dos pacientes em quatro níveis, baseados na sintomatologia. Killip I, o menos grave, é definido por não apresentar sinais de descompensação cardíaca. O paciente Killip II apresenta estertores crepitantes na ausculta pulmonar, terceira bulha e pressão venosa jugular elevada. Killip III tem como marca o edema pulmonar agudo. Em Killip IV, o mais grave, o paciente apresenta choque cardiogênico ou hipotensão arterial (PAS > 90 mmHg) e evidência de vasoconstrição periférica (oligúria, cianose ou diaforese). O exame de eletrocardiograma é uma ferramenta de extrema importância para o diagnóstico, pois, apesar de relativamente simples em sua realização, traz evidências concretas da ocorrência de obstrução do leito coronariano, sendo possível saber a extensão da lesão e sua localização. Além disso, dosagens laboratoriais de marcadores de necrose miocárdica são tão importantes ao diagnóstico, quanto à avaliação prognóstica. Dentre os mais importantes estão a creatinofosfoquinase (CK), enzima que desempenha papel regulador no metabolismo dos tecidos contráteis, estando presente nos músculos, tecido cardíaco e no cérebro. Sua isoenzima no tecido cardíaco é a CK-MB, sendo mais específica ao diagnóstico de IAM a sua dosagem. Há também a dosagem das troponinas T e I, proteínas da estrutura do miocárdio, cujo nível sérico aumenta em caso de lesão miocárdica. Tendo em vista a alta prevalência do IAM no atendimento de emergência, além da possível gravidade do prognóstico, percebe-se a necessidade do preparo e raciocínio rápido do profissional médico para lidar com esse tipo de caso, sendo imprescindível o sólido conhecimento clínico e fisiopatológico.

Palavras-chave


Infarto; Emergência; Clínica.



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ISSN 2447-2107
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