DIABETES MELLITUS GESTACIONAL E SUA CORRELAÇÃO COM O NÚMERO DE COTILÉDONES PLACENTÃRIOS E A MASSA PLACENTÃRIA

Cleiton Jonei Reginatto, Edson Hollas Subtil, Maria Cristina Mazzeti Subtil, Vinicius Mazzeti Subtil, Jamille Rizardi Lava, Daniel Duarte Nora, Lourenço Duarte Zanotto, Bruna Holler, Lizandra Rodrigues Vieira, Márcio Petenusso

Resumo


O Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) é uma alteração patológica do metabolismo energético materno caracterizada por hiperglicemia, geralmente, pós-prandial a partir da 24ª-28ª semana de gestação. A prevalência do DMG no mundo é de 1% a 17,8% das gestações, variando de acordo com as populações estudadas e com os testes de diagnóstico utilizados. Acredita-se que o principal fator desencadeador desta doença seja a hormônio lactogênio placentário humano (HPL), hormônio que visa disponibilizar maior aporte energético ao concepto a partir da segunda metade da gestação. Quando a função pancreática materna não é capaz de produzir quantidade de insulina suficiente para vencer a intolerância aos carboidratos, desencadeada pelo ação do HPL, a gestante desenvolve DMG. Diferentes estudos afirmam que os níveis séricos maternos de HPL são diretamente proporcionais à massa placentária, o que levanta a hipótese de que pode haver relação entre o DMG, o número de cotilédones placentários e a massa placentária. O principal objetivo deste estudo foi identificar se há correlação entre o DMG, o número cotilédones placentários e a massa placentária. Este trabalho consistirá em uma pesquisa aplicada do tipo exploratória, descritiva, caso-controle com abordagem quantitativa que será realizada em um hospital público da cidade de Lages - SC. Farão parte desse estudo 40 gestantes, sendo 20 com diagnóstico de DMG e 20 sem o diagnóstico (grupo controle), que concordarem em participar do estudo e assinarem o termo de consentimento livre e esclarecido, respeitando a resolução 196/96. A coleta de dados será realizada entre os meses de maio a outubro de 2012, ou até que se obtenha a amostra proposta, os dados serão coletados através de um roteiro semi-estruturado com os fatores de risco para DMG e uma ficha de registro da massa placentária e número de cotilédones. O projeto segue aguardando aprovação com conselho de ética e pesquisa da Universidade do Planalto Catarinense. Espera-se com este estudo: conseguir levantar quais são os fatores de risco para o desenvolvimento de DMG mais evidentes nas gestantes atendidas no centro obstétrico de um hospital público da cidade de Lages-SC; identificar o número de cotilédones placentários das gestantes com DMG e do grupo controle; determinar a massa placentária das gestantes com DMG e das gestantes do grupo controle; conseguir identificar a prevalência do DMG entre as gestantes atendidas no centro obstétrico de um hospital público de Lages-SC; verificar se os dados contidos no cartão pré-natal das gestantes atendidas no centro obstétrico de um hospital público de Lages-SC são preenchidos em sua totalidade pelos profissionais que fazem o acompanhamento pré-natal. A conclusão deste trabalho será descrita após análise dos dados coletados durante o desenvolvimento do estudo.

Palavras-chave


Diabetes mellitus gestacional, placenta, gravidez



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