Sífilis Congênita

Pietro Portelinha Graffunder

Resumo


Introdução: Segundo As Diretrizes de Controle para Sífilis Congênita, a transmissão vertical da sífilis permanece um grande problema de saúde pública no Brasil. Das várias doenças que podem ser transmitidas durante o ciclo grávido-puerperal, a sífilis é a que tem as maiores taxas de transmissão.Objetivo: Demonstrar os principais fatores de risco (FR) e complicações fetais da Sífilis Congênita.Método: Esse estudo foi elaborado a partir de uma revisão de literatura em bases de dados (Diretrizes para o Controle da Sífilis Congênita, SciELO e Google Acadêmico, 2006).Revisão: A sífilis congênita é o resultado da disseminação hematogênica do Treponema pallidum, da gestante infectada não-tratada ou inadequadamente tratada para o seu concepto, por via transplacentária. Sabe-se que a transmissão vertical do T. pallidum pode ocorrer em qualquer fase gestacional ou estágio clínico da doença materna. Os principais fatores que determinam a probabilidade de transmissão vertical do T. pallidum são o estágio da sífilis na mãe e a duração da exposição do feto no útero. A taxa de infecção da transmissão vertical do T. pallidum em mulheres não tratadas é de 70 a 100%, nas fases primária e secundária da doença, reduzindo-se para aproximadamente 30% nas fases tardias da infecção materna (latente tardia e terciária). Há possibilidade de transmissão direta do T. pallidum por meio do contato da criança pelo canal de parto, se houver lesões genitais maternas. Durante o aleitamento, ocorrerá apenas se houver lesão mamária por sífilis. Ocorre aborto espontâneo, natimorto ou morte perinatal em aproximadamente 40% das crianças infectadas a partir de mães não-tratadas. Quando a mulher adquire sífilis durante a gravidez, poderá haver infecção assintomática ou sintomática nos recém-nascidos. Mais de 50% das crianças infectadas são assintomáticas ao nascimento, com surgimento dos primeiros sintomas, geralmente, nos primeiros 3 meses de vida. Por isso, é muito importante a triagem sorológica da mãe na maternidade. A sífilis congênita apresenta, para efeito de classificação, dois estágios: precoce, diagnosticada até dois anos de vida e tardia, após esse período. No estágio precoce, além da prematuridade e do baixo peso ao nascimento, as principais características dessa síndrome são, excluídas outras causas: hepatomegalia com ou sem esplenomegalia, pseudoparalisia dos membros, sofrimento respiratório com ou sem pneumonia, rinite sero-sanguinolenta, icterícia, anemia, convulsão e meningite. No estágio tardio, as principais características dessa síndrome incluem: tíbia em “Lâmina de Sabre”, nariz “em sela”, dentes incisivos medianos superiores deformados, mandíbula curta, arco palatino elevado, surdez neurológica e dificuldade no aprendizado.Conclusão: O reconhecimento dos fatores de risco da sífilis congênita contribui na prevenção de complicações futuras ao feto. Se não tratada, pode causar complicações precoces como prematuridade, anemia e convulsões ou complicaçoes tardias como dentes incisivos deformados e surdez.Referências Bibliográficas:MINISTÉRIO DA SAÚDE. Diretrizes para o Controle da Sífilis Congênita. Brasília: Ministério da Saúde: Secretaria de Vigilância em Saúde, 2006.MINISTÉRIO DA SAÚDE. Manual técnico para diagnóstico da sífilis. Brasília: Ministério da Saúde: Secretaria de Vigilância em Saúde, 2016.SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE DE SÃO PAULO. Sífilis congênita e sífilis na gestação. Rev. Saúde Pública, São Paulo, v. 42, n.4, 2008. Disponível em: . Acesso em: 12 Jul. 2017.SCIELO, Sífilis: diagnóstico, tratamento e controle, 2006, Disponível em : . Acesso em 12 Jul. 2017.SECRETARIA DA SAÚDE DO ESTADO DE GOIÁS, Sífilis Congênita, 2006, Disponível em: . Acesso em 12 Jul. 2017

Palavras-chave


Sífilis; Congênita; treponema pallidum; Sífilis fatores de risco; fatores de risco; Sífilis Congênita fatores de risco; treponema; pallidum



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