Queda no índice de Acidente Vascular Cerebral

Jairo Cavaler

Resumo


O Acidente Vascular Cerebral (AVC) se enquadra como a terceira maior causa de mortes nos EUA, já segundo o Datasus este evento é o maior causador de óbitos em território nacional. Ele não apenas causa óbitos, mas também deixa sequelas aos que sobrevivem, levando de paralisia parcial em casos mais leves e paralisia total, com exceção do movimento dos olhos em AVC de tronco encefálico. Entre 1987 e 2011 ocorreu uma queda de 50% no índice AVC nos EUA, seguido por uma redução em 40% da mortalidade causado pela mesma, o que levou a pacientes com maior sobrevida e necessidades de conviver com as sequelas deixadas pelo AVC. O objetivo desse estudo é analisar o motivo e a faixa etária com maior queda nos índices de AVC e o aumento na taxa de sobrevida após o primeiro AVC, com base em artigos e livros clássicos dentro da área médica. As consequências do AVC são atribuídas a artéria ou ramo acometido, pois a obstrução de seu fluxo impede a correta irrigação dos segmentos encefálicos, causando necrose celular em tecido nervoso, o que leva a perda de funções especificas e possivelmente óbito. A compreensão do homúnculo de Penfield somado a anatomia topográfica da irrigação encefálica mostra-se fundamental para assimilar o quadro e os motivos que alteram o índice de incidência do mesmo. Nas últimas 3 décadas ocorreu um avanço no controle dos fatores de risco, como hipertensão, dislipidemia, diabetes, fibrilação atrial e tabagismo, pois houve a adição dos inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA), diuréticos de alça, estatinas, insulinas entre outros fármacos ao arsenal médico, junto à conscientização popular da necessidade de procurar ajuda o mais rápido possível quando acreditar estar sofrendo um AVC. Com isso ocorreu queda na incidência de fatores que causam obstrução ou lesão aos vasos que irrigam o cérebro, e, um aumento na possibilidade de utilizar técnicas de trombólise, pois os pacientes estavam procurando ajuda mais cedo (tempo > 270 minutos para que a trombólise possa ser utilizada em AVC isquêmico), levando a uma diminuição nas perdas neurológicas consequentes ao AVC. Nos EUA a queda nos índices de AVC ocorreu significativamente em grupos com idade superior a 65 anos, estando relacionada ao maior controle nos fatores de risco nessa faixa etária. Já a maior queda nos índices de mortalidade após o primeiro AVC ocorreu em pacientes com idade inferior a 65 anos, devido a aprovação do tratamento com ativador de plasminogênio tecidual (tPA) em 1996 nos EUA, possibilitando uma maior reperfusão tecidual, que se mostrou mais efetiva em pacientes jovens (idade < 65 anos). Conclui-se que as consequências do AVC estão intimamente ligadas ao controle dos fatores de risco, evolução na indústria farmacêutica e conscientização geral quanto à procura hospitalar em um curto espaço de tempo a fim de obter o melhor prognóstico possível.

Palavras-chave


AVC; Neurologia; Incidência.



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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