Uma breve revisão sobre a classificação, quadro clínico e diagnóstico da pneumonia

Mariana Ribeiro dos Reis Arruda

Resumo


Este trabalho é um dos resultados alcançados no cenário da Unidade Educacional Eletivo do 3º ano do curso de Medicina. A experiência em campo ocorreu no mês de julho de 2017 no Hospital Tereza Ramos, onde acompanhou-se o cotidiano das áreas de Infectologia e Clínica Médica. Dentro destes âmbitos acompanhou-se diversos casos em que pacientes imunodeprimidos ou não, chegavam para internamento com quadro de pneumonia, o que motivou o aprofundamento de aspectos deste tema para o trabalho. O objetivo do estudo é apresentar uma breve revisão bibliográfica sobre pneumonia, enfocando na sua classificação, quanto comunitária ou hospitalar, seus sinais clínicos e diagnóstico. Metodologicamente a revisão foi fundamentada em artigos selecionados da base de dados Scielo, Jornal de Pneumologia, Revista de Medicina de Ribeirão Preto e uma Diretriz da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, totalizando 5 obras. A pneumonia é considerada uma doença inflamatória aguda de causa infecciosa que acomete os espaços aéreos e de achados clínicos consistentes com infecção do trato respiratório baixo acompanhado da presença de novo infiltrado na radiografia de tórax, na exclusão de outra explicação para tal. De acordo com sua divisão em hospitalar e comunitária, a hospitalar seria quando há a ocorrência de pneumonia após 48h de internamento do paciente, já a pneumonia comunitária ocorre quando o paciente é acometido pela doença fora do ambiente hospitalar ou em até 48h de internamento. Porém, pacientes que estiveram hospitalizados em unidades de pronto atendimento por 2 ou mais dias nos 90 dias precedentes, provenientes de asilos ou de casas de saúde, os que receberam antibióticos por via endovenosa, quimioterapia, ou tratamento de escaras nos 30 dias anteriores à doença ou que estejam em tratamento em clínicas de diálise constituem um grupo especial e classifica-se a pneumonia como adquirida em ambiente hospitalar. Os sinais e sintomas clássicos que indicam a presença de pneumonia são: tosse (90%), dispneia (66%), dor pleurítica (50%), queda do estado geral e febre (geralmente superior a 37,8ºC), podendo também apresentar-se com expectoração, cefaleia e mialgia. Haverá, também, achados focais no exame físico do tórax e opacidade pulmonar nova detectada por radiografia de tórax. O diagnóstico é estabelecido através de critérios, os quais são: presença de sintomas de doenças agudas do trato respiratório baixo; pelo menos um achado sistêmico, como confusão, cefaleia, sudorese; presença de achados focais no exame físico; infiltrado radiológico não presente previamente; e a exclusão de outras causas com características semelhantes. Conclui-se com esta experiência prática e teórica, o quanto a pneumonia tem características específicas e necessita de atenção. Assim, há a necessidade de saber suas classificações e critérios diagnósticos sendo de grande relevância os achados clínicos do paciente. O diagnóstico adequado remete a escolha da melhor conduta e plano de ação para o paciente, de modo a evitar a resistência microbiana, levando assim uma melhor qualidade de vida à população.

Palavras-chave


Pneumonia; Trato Respiratório; Diagnóstico



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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