Derrame Papilar

ANELIZE DAROS STAHL

Resumo


A Unidade Educacional Eletivo do curso de Medicina-UNIPLAC proporciona ao acadêmico o convívio com os serviços de saúde e possível futura área de atuação. No ano de 2017, escolheu-se o campo da Ginecologia, Obstetrícia e Mastologia, as quais proporcionaram ao estudante o contato com diversas alterações fisiológicas e patológicas existentes na mulher. O objetivo do estudo é apresentar uma revisão bibliográfica acerca de assuntos que englobam a definição, diferenças e o manejo no derrame papilar. O método utilizado foi pesquisa em periódicos científicos, disponíveis na Biblioteca Virtual da Saúde-BVS, SCiELO e na Sciencedirect além de livros de mastologia, totalizando cinco obras. O Derrame papilar é a terceira queixa das pacientes no consultório, depois do nódulo e da dor mamária. Tem sido descrito em 10% a 15% das mulheres com doença benigna da mama e em 3% está relacionado com carcinoma. Mulheres jovens são as mais acometidas e corresponde à terceira queixa de pacientes no consultório. A descarga papilar é a saída de secreção através da papila mamária, quando não associada à gravidez ou lactação. As causas são das mais diversas, como o uso de terapia hormonal da menopausa, anticoncepcional oral, hormônios tiroidianos, medicamentos para a ansiedade e depressão, analgésicos, drogas ilícitas, medicamentos para náuseas, vômitos, úlcera e hipertensão arterial. Em aproximadamente metade das mulheres, pode ser observada secreção na papila após a compressão da mama. Isto ocorre porque, normalmente, as células dos ductos mamários esfoliam-se e formam um conteúdo que não se exterioriza pela presença de tampões de queratina na abertura dos ductos. A compressão força a matéria através da abertura do ducto, empurrando o tampão. A secreção que deve ser valorizada é a espontânea sem a compressão da mama, na forma de gatilho, uniductal, unilateral, apresentando a cor de água de rocha ou sanguinolenta. Neste caso, a paciente já apresenta nódulo mamário, dos quais cerca de 60 à 80% são benignos. As secreções verdes ou coloridas são causadas por alteração fibrocística das mamas ou ectasia ductal. As brancas, leitosas, são associadas à galactorréia, enquanto que as purulentas são associadas às infecções de mama. A importância da investigação da descarga papilar é de descartar a associação com câncer de mama. Deve começar na obtenção de uma história clínica completa, com caracterização do derrame. O exame físico da mama define a presença de nódulos, obtém material escoado no momento da consulta, que serve para documentação do sintoma e para exame histológico, o qual pode mostrar fragmentos de papiloma, células ductais benignas, células atípicas ou células malignas, porém, com sensibilidade de 50% na detecção de neoplasias, torna-se mandatória a biópsia. Com isso, o médico classifica a descarga como fisiológica ou patológica, dando seguimento ao caso. Na maior parte dos casos, a técnica de biópsia e de tratamento escolhida é a resseção de ductos da mama. Assim, a qualquer presença dessas características citadas acima, deve-se procurar um médico mastologista para a realização de um exame clínico e se preciso, solicitar alguns exames para diagnóstico e manejo adequados.

Palavras-chave


Derrame Papilar; Fluxo Papilar; Mama; Secreção



REVISTA UNIPLAC
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