DESNUTRIÇÃO INFANTIL: UM ‘FANTASMA SOCIAL’ AINDA PRESENTE NA ATUALIDADE

Thayla Feenandes

Resumo


O interesse em estudar o tema, nasceu da experiência vivenciada durante a realização do eletivo em pediatria no ano de 2017, na qual foi possível acompanhar alguns pacientes que tiverem influência direta no prognóstico e evolução em seu tratamento, devido ao seu estado de carência nutricional. De acordo com a literatura da área, a desnutrição pode ser definida como uma condição clínica decorrente de uma deficiência ou excesso, relativo ou absoluto, de um ou mais nutrientes essenciais. Ocorre quando o organismo não recebe os nutrientes necessários para o seu metabolismo fisiológico, devido à falta de aporte ou problema na utilização do que lhe é ofertado (MONTE, 2000). Existem importantes diferenças nas prevalências de desnutrição infantil entre os países. Fatores como nível de desenvolvimento econômico, distribuição de riquezas, estabilidade política, prioridades nos gastos públicos e padrão sociocultural de um país podem influenciar estes diferenciais (GRANTHAN-MAcGREGOR, 1984). No caso em questão, nos pacientes observados, o fator comumente apresentado, foi a baixa renda per capta. Têm-se como objetivos, aprofundar o conhecimento sobre o tema, por meio da revisão de literatura. E, estabelecer reflexões em torno da literatura sobre fisiopatologia, e a conduta médica, com vistas à melhoria da intervenção médica no estado nutricional do paciente. A revisão de literatura é a base metodológica, a qual se dá por meio do levantamento das produções disponíveis em sites relevantes/acadêmicos na web e, de catálogos de publicações de organizações governamentais brasileiras, bem como de organismos internacionais que tratam a problemática da nutrição infantil. A sistematização da revisão se deu através de resumo das ideias e conceitos centrais apontados nas fontes consultadas. A OMS traz a desnutrição como uma doença de origem multicausal e complexa que tem suas raízes na pobreza (OMS, 2000) e, que se efetiva como uma das causas mais frequentes da mortalidade infantil, ainda que algumas vezes esteja mascarada por patologias daí decorrentes (FROTA; VIEIRA; BARROSO, 2000). A desnutrição infantil é resultado de dieta inadequada e doenças que resultam de falta de segurança alimentar, de cuidados inadequados no contexto familiar para com a criança, e de serviços de saúde deficientes. As causas básicas que contribuem para esses fatores são estruturas sociais e instituições, sistemas políticos e ideologias, distribuição de riquezas e de recursos potenciais (UNICEF, 1997). Em 2015, os países-membros das Nações Unidas adotaram, por unanimidade, o documento “Transformando nosso mundo: a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável”, contendo 17 objetivos e 169 metas que devem ser cumpridas por todos os países. Em relação ao tema explorado, tem-se que: “Até 2030, acabar com todas as formas de desnutrição, incluindo atingir até 2025 as metas acordadas internacionalmente sobre desnutrição crônica e desnutrição em crianças menores de 5 anos de idade, e atender às necessidades nutricionais dos adolescentes”. A partir das análises, pode-se concluir que a desnutrição infantil é um “fantasma” – ameaça de risco iminente – que permanece presente na sociedade, apesar de toda evolução da ciência e da tecnologia, sendo a fome, uma das principais causas de morbimortalidade atuais e, que necessita de um acareamento global.

Palavras-chave


Desnutrição Infantil; Fome; Mortalidade; Saúde Pública.



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ISSN 2447-2107
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