LINFOMAS DE HODGKIN: ASPECTOS CLÍNICOS

Neuda Rodrigues

Resumo


O presente trabalho originou-se da experiência vivenciada na Unidade Educacional Eletivo no Hospital Tereza Ramos nas áreas de Onco Hematologia e Clínica médica, onde acompanhou-se o tratamento de pacientes, acometidos por doenças hematológicas, em nível ambulatorial e também de pacientes internados. Dessa forma, obteve-se noção básica das principais doenças malignas que acometem o sangue, entre elas os Linfomas de Hodgkin que apresentam bom prognóstico quando detectados em estádios precoces. Percebe-se, assim, a importância do diagnóstico precoce. O objetivo desse estudo é apresentar uma Revisão Bibliográfica sobre aspectos clínicos dos Linfomas de Hodgkin. Foram realizadas pesquisas em artigos científicos, livros de Hematologia e Clínica Médica, totalizando 5 obras. Os linfomas são neoplasias malignas originadas por Linfócitos e se subdividem em Linfomas de Hodgkin (LH) e Linfomas não Hodgkin (LNH). Os LH representam cerca de 30% de todos os linfomas e correspondem a menos 1% dos novos casos de cancer no Brasil; podem atingir qualquer faixa etária, porém são mais comuns em pacientes entre 15 e 40 anos de idade e, é uma doença que, pode ser curada com os tratamentos atuais. Os LH estão distribuídos em dois grupos: LH com predominância linfocitária nodular (LHPLN), representa aproximadamente 5% dos LH e LH clássico (LHC) correspondendo a 95% dos LH. Essa divisão é baseada em diferenças histológicas entre ambos os tipos de LH; o LHC tem células de Reed Sternberg (RS). O LH geralmente manifesta-se como linfadenopatia indolor. Ao diagnóstico, podem estar presentes os sintomas constitucionais chamados de sintomas B, que são febre de 38°C ou mais, sudorese profusa noturna e perda de mais de 10% do peso corporal nos últimos seis meses. Esses sintomas indicam mau prognóstico. Podem ocorrer sintomas de compressão e habitualmente são decorrentes da massa linfonodal. Os mais comuns são tosse, dispneia, por compressão traqueal ou brônquica, disfagia e soluços. Além disso, é necessário que se faça o estadiamento para verificar o grau de acometimento pelo LH e, assim, estabelecer terapia adequada. A avaliação inicial deve contemplar a história clínica e exame físico com pelo menos os seguintes dados: sintomas B, prurido, fadiga, performance status, avaliação de linfonodos, baço, fígado e anel de Waldey. O estágio da doença é o fator mais importante, por isso a identificação precoce é valiosa, pois os estádios um e dois têm prognóstico favorável e podem garantir melhor sobrevida ao paciente na instituição de terapia em tempo hábil. Lembrando que para iniciar o tratamento, o paciente não pode ter focos infecciosos, já que a terapia medicamentosa atua no sistema imune, deixando-o menos eficiente o que pode ocasionar doenças oportunista na presença de focos de infecções. Pensando em aspectos clínicos, deve-se estar atento aos sintomas B, pois eles são fatores prognósticos que estando presentes ao diagnóstico, geralmente, falam a favor de evolução menos favorável

Palavras-chave


Linfoma Hodgkin; Aspectos Clínicos



REVISTA UNIPLAC
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