Revisão de literatura sobre Tratamento do Broncoespasmo

Priscila Treviso Bresolin

Resumo


Introdução: As crises de broncoespasmo são uma das principais causas de procura ao atendimento emergencial em pronto-atendimento, e caracterizam-se por contração espasmódica da musculatura brônquica, podendo ter repercussões clínicas respiratórias e hemodinâmicas. Na grande maioria dos casos a asma é uma doença leve a moderada e controlável com medicações, sendo que em 5% a 10% dos doentes com asma apresentam a doença de forma grave com dificuldade de controle com as medicações típicas, com necessidade maior de hospitalização. Objetivos: Apresentar por meio de uma revisão bibliográfica informações sobre o tratamento do broncoespasmo, devido a grande incidência dessa doença durante a realização da Unidade Educacional Eletivo, o que despertou meu interesse. Métodos: A metodologia que foi usada neste trabalho é a revisão de literatura através de um livro de emergência e quatro artigos científicos publicados na Scielo sobre Broncoespasmo. Conclusão: O tratamento de primeira escolha nas crises de broncoespasmo é a utilização dos beta-2 agonistas, por via inalatória, administrados em doses repetidas nas primeiras horas. A eficácia desse medicamento é semelhante seja ele aplicado por inalador pressurizado ou através de nebulização, sendo neste caso associado a 3 a 4 ml de solução salina. Em casos de exacerbações mais graves, pode-se associar a essas medicações o brometo de ipratropio, tendo mais beneficio clinico na abordagem inicial das exacerbações, na dose de 0,5mg a cada 20 minutos por três doses, e após a cada 2-4 horas. Outra abordagem essencial no tratamento do broncoespasmo é o uso de corticoide sistêmico, tendo como beneficio a resolução mais rápida da obstrução e diminuição da taxa de recidiva. As metilxantinas não são recomendadas rotineiramente nas primeiras horas de tratamento do broncoespasmo pois não produzem broncodilatação significativa além daquela proporcionada por doses adequadas de ß2-agonistas inalatórios, porém em casos em que não ocorra melhora satisfatória com o tratamento convencional, a aminofilina poderia ter papel benéfico, embora não baseado em evidências sólidas, sendo sua prescrição restrita a casos selecionados. Sulfato de magnésio mostra um efeito benéfico no subgrupo de asmáticos mais graves; diminuindo a necessidade de internação nesse subgrupo. A suplementação de O2 deve manter a saturação de oxigênio maior ou igual a 92%, de preferência com baixo fluxo. Quanto à ventilação não invasiva, ainda há necessidade de estudos prospectivos para validar seu uso, já a intubação orotraqueal deve ser realizada, de maneira rápida, em todos os pacientes que chegam com crise aguda de asma no serviço de emergência, apresentando alteração do nível de consciência, bradicardia ou iminência de parada cardiorrespiratória. O uso de antibióticos para crise aguda de asma não é recomendada, visto que a maioria das exacerbações é de etiologia viral, não existindo evidências que indiquem benefício na evolução do doente com uso dessas medicações. A fisioterapia respiratória restringe-se aos casos em que há presença de grande quantidade de secreção podendo auxiliar na sua eliminação.

Palavras-chave


Broncoespasmo; Asma; Emergência



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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