REVISÃO BIBLIOGRÁFICA: HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA

kelly cristine beuren

Resumo


Introdução: durante a Unidade Educacional Eletivo de 2017, realizada na Unidade de Saúde São Carlos, em Lages, SC, observei casos de hipertensão arterial sistêmica e acompanhei encontro do grupo de hipertensos, o que motivou a realização de uma revisão sobre a patologia. Objetivo: apresentar um estudo de hipertensão arterial sistêmica de forma integral, baseada em dados já publicados em artigos acadêmicos. Metodologia: busca ativa de artigos acadêmicos e textos didáticos em livros e artigos científicos na base de dados virtual SciELO no período de 1999 a 2016. Resultados: A hipertensão arterial sistêmica é uma condição clínica caracterizada por níveis elevados e sustentados de pressão arterial sistólica superior a 140mmHg e diastólica acima de 90mmHg, verificada em pelo menos três dias diferentes. A HAS é um grave problema de saúde no Brasil e no mundo, com uma alta prevalência na população, atingindo 32,5% dos adultos e mais de 60% dos idosos, sendo responsável por cerca de 40% dos acidentes vasculares cerebrais. A prevalência vem aumentando à medida que a população está se tornando mais obesa e expectativa de vida mais longa, por isso, alterações no estilo de vida já devem ser recomendadas para pressões arteriais sistólicas acima de 120mmHg e diastólicas acima de 80mmHg, principalmente se houver outro fator de risco envolvido, como excesso de peso, sedentarismo, tabagismo e ingesta etílica, a fim de reduzir os valores pressóricos e evitar uma possível hipertensão arterial futuramente. Muitas vezes a doença permanece silenciosa por anos, porém, a HAS aumenta o risco de acidente vascular cerebral, doença coronariana aterosclerótica, além de estar frequentemente associada a lesões nos órgãos alvo (coração, rins, vasos sanguíneos e encéfalo). O tratamento pode ser associado a medicamentos ou ser não medicamentoso, apenas com modificações no estilo de vida. Essas modificações incluem: redução e controle do peso corporal, dieta hipossódica e com baixo teor de gorduras, controle de stress e prática de exercícios físicos regularmente. Entretanto, grande parte dos hipertensos não está em tratamento, e muitos que estão não o fazem de forma adequada, permanecendo com níveis pressóricos elevados. Conclusão: A exigência de participação ativa do hipertenso associada a falta de sintomas em alguns casos, faz com que muitos hipertensos não sigam o tratamento adequado e não controlem seus níveis pressóricos, aumentando a ocorrência de complicações. Destaca-se a importância da indicação do tratamento já antes do paciente se tornar hipertenso, evitando a complicação da doença.

Palavras-chave


hipertensão arterial sistêmica; estilo de vida; tratamento anti-hipertensivo



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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