Aspectos Epidemiológicos das Doenças Linfoproliferativas

Lucas Martins da Silva

Resumo


Após a realização das atividades práticas da Unidade Educacional Eletivo do 3º ano, a qual teve seu foco na área de Hematologia, e a observação de pacientes portadores de doenças linfoproliferativas, pode-se perceber sua distribuição heterogênea entre os dois extremos da vida: crianças e jovens acometidos pelas formas agudas e adultos e idosos pelas formas crônicas, fato que despertou interesse para uma análise mais ampla no país. Esse trabalho tem como objetivo analisar e descrever os aspectos epidemiológicos relacionados às doenças linfoproliferativa no território brasileiro, em especial na região sul. Foi realizada pesquisa nas bases de dados eletrônicos SciELO e PubMed, utilizando artigos publicados entre 2009 e 2015, bem como nos Registros de Câncer de Base Populacional (RCBP) do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA). As doenças linfoproliferativas formam um conjunto de doenças que acometem o tecido linfoide, em decorrência da proliferação e acúmulo de células anormais. Os principais representantes desse grupo são as leucemias linfocíticas e os linfomas, que ainda podem ser classificados em leucemias linfocíticas aguda e crônica e linfomas Hodgkin e não Hodgkin. O diagnóstico dessas neoplasias é feito através de análises citomorfológica e histológica, além de que exames envolvendo técnicas de imunofenotipagem, como a imuno-histoquímica, fornecem dados adicionais importantes para um tratamento mais adequado e eficaz. No Brasil e no mundo as doenças linfoproliferativas ocupam uma significativa parcela entre as causas de mortalidade populacional por neoplasias malignas. Segundo a publicação Estimativa 2016, do INCA, eram esperados no Brasil em 2016 cerca de 22.780 novos casos das principais doenças desse grupo, sendo 12.210 casos em homens e 10.570 em mulheres. Entre eles o mais expressivo é o linfoma não Hodgkin com 5.210 casos estimados para homens e 5.030 casos para mulheres, neoplasia que apresentou crescentes taxas de incidência e mortalidade a partir da década de 1990. Um estudo retrospectivo realizado através da análise de prontuários de pacientes portadores de doenças linfoproliferativas entre 2005 e 2001 em Belém, estado do Pará, revelou uma média anual de 72,5 novos casos de leucemias e linfomas em indivíduos com 15 anos ou mais, sendo que o linfoma não Hodgkin era o diagnóstico em 42% dos casos, confirmando o esperado pelas estimativas do INCA para aquele período. Outra conclusão do estudo foi de que são necessários diagnósticos mais precisos dessas doenças, uma vez que se encontrou grande número de leucemias e linfomas que não apresentavam registro do tipo celular ou do subtipo histológico, informações importantes para garantir uma melhor assistência ao paciente oncológico. Após a realização do eletivo e da análise dos dados apresentados, percebe-se que entre as doenças linfoproliferativas o linfoma não Hodgkin é o mais prevalente, sendo diagnosticado predominantemente em homens. Também é notável a importância de um diagnóstico completo, a fim de planejar uma conduta efetiva que possa reduzir os índices de mortalidade das doenças.

Palavras-chave


Epidemiologia; Doenças linfoproliferativas; Neoplasias



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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