ENXAQUECA

Jean Carlos Szolomicki

Resumo


As migrâneas ou enxaquecas são as cefaleias que mais levam pacientes a procurar ajuda médica. A enxaqueca é um tipo de cefaleia caracterizada por crises recorrentes que podem acompanhar-se de náusea, vômito, foto e fonofobia. É usualmente unilateral e pulsátil, de intensidade variável, sendo agravada por atividade física rotineira. A prevalência estimada de 12% da população que provoca impacto significativo no bem-estar social de inúmeras pessoas em todo o mundo. Há até fatores econômicos envolvidos, de acordo com uma estimativa de custos indiretos para cada trabalhador que possui crises de enxaqueca, a empresa gasta até US$ 125,98 por trabalhador anualmente. O objetivo desse trabalho é conhecer a apresentação clínica e compreender os principais métodos utilizados como prevenção para enxaqueca, auxiliando na melhoria da qualidade de vida de pessoas que sofrem desse tipo de cefaleia. O método utilizado foi uma revisão de literatura utilizando estudos científicos e importantes livros referência no assunto. Dentre os principais mecanismos fisiopatológicos citados como envolvidos na enxaqueca estão a depressão alastrante, a ativação do sistema trigeminovascular, a inflamação neurogênica, a vasodilatação induzida por óxido nítrico e serotonina, os distúrbios do metabolismo energético e a predisposição genética. O tratamento medicamentoso profilático é empregado naqueles pacientes nos quais o número de crises é frequente, maior do que duas crises por mês. A abordagem mais eficiente é o afastamento dos fatores que deflagram as crises e o uso de medicamentos como exemplo, os betabloqueadores, bloqueadores de canais de cálcio, drogas anti-serotoninérgicas e antidepressivos tricíclicos que, como outras classes de substâncias, devem ser tomados em caráter diário e regular, com o objetivo de prevenir as crises e obter uma diminuição da frequência, intensidade e duração da dor. Os fatores que podem desencadear as crises de enxaqueca geralmente são fatores relacionados à estresse, sono, atividade física, condutas alimentares, predisposição genética, taxas hormonais, menstruação, exercícios, estímulos sensoriais e ambientais e exposição ao frio, calor, umidade ou a odores, principalmente aqueles relacionados a perfumes, derivados de petróleo e fumaça de cigarro. A alimentação possui grande importância: Em estudo realizado por Fukui et al. (2008), com 200 pacientes com diagnóstico de enxaqueca, 83,5% apresentaram algum fator alimentar como deflagrador da crise de enxaqueca, sendo o jejum o fator mais frequente, seguido de álcool, chocolate e café. A prevenção pode ser feita através de produtos alimentares como gengibre e nutrientes como o magnésio, vitamina B2 e coenzima Q10 os quais mostraram-se eficazes na prevenção da enxaqueca, diminuindo a intensidade e o número de crises. O gengibre utilizado no tratamento da enxaqueca bloqueia a síntese da prostaglandina, substância que causa inflamação. Este alimento possui propriedades anti-inflamatórias, que aliviam as dores de cabeça e as crises de enxaqueca. Portanto, mudanças no estilo de vida, conhecimento sobre os fatores desencadeantes, produtos naturais e medicamentos ajudam na prevenção, melhoram a qualidade de vida e diminuem a recidiva das crises de enxaqueca.

Palavras-chave


Crise de enxaqueca; Fatores desencadeantes; Profilaxia.



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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