Violência obstétrica: da informação ao empoderamento

Damiana Maria Xavier dos Santos, karoline Correa Blankenburg Alves, Suian de Liz Gonzaga dos Santos

Resumo


A violência obstétrica é todo ato praticado por profissionais de saúde, familiares ou acompanhantes, que ofenda, de forma verbal ou física, gestantes em trabalho de parto e puerpério. Impedir as gestantes de apropriar-se de seus direitos e evitar que tenham livre arbítrio para conduzir o seu parto, seja pela falta de informação ou pela aplicação de regras e rotinas institucionais também configuram-se como violência obstétrica. Informar as gestantes sobre seus direitos durante o parto é imprescindível. Ter um acompanhante de sua escolha durante o trabalho de parto, esclarecer e obter consentimento sobre procedimentos a serem realizados pela equipe, respeitar as escolhas, são alguns exemplos de direitos das gestantes. O conhecimento é o primeiro passo para fazê-los valer. A propagação de informações e disseminação do conhecimento para as gestantes é um comprometimento dos profissionais da saúde que devem promover a orientação de forma clara e objetiva. Este projeto de extensão objetiva proporcionar conhecimento à gestantes e familiares, sobre violência obstétrica e parto seguro, pautado na Lei Estadual nº 17.097 de 17 de janeiro de 2017, a qual dispõe sobre a implantação de medidas de informação e proteção à gestante e parturiente contra a violência obstétrica no Estado de Santa Catarina. A metodologia adotada será a Roda de Conversa que será efetivada no mês de novembro de 2017 em quatro Unidades Básicas de Saúde (UBS) do Município de Lages, SC. A Roda de Conversa acontecerá em cada UBS, na ocasião da Reunião mensal de Gestantes e terá duração aproximada de 3 horas. Cada grupo conta com aproximadamente 20 gestantes cadastradas. A participação será aberta também aos familiares, equipe de saúde da UBS e comunidade. Pretende-se estimular o diálogo entre as participantes de modo a evidenciar práticas consideradas inadequadas ou violentas durante a assistência ao parto. Dentre as estratégias elencadas haverá a apresentação da Lei nº 17.097 com distribuição do material educativo elaborado pelo Ministério Público de Santa Catarina, exposição e discussão de vídeos educativos acerca da fisiologia do parto e incentivo à elaboração do Plano de Parto durante o pré-natal. Almejamos com o desenvolvimento deste projeto, que ao vivenciarem o parto, as gestantes sintam-se empoderadas de sua capacidade de parir e amparadas por profissionais humanizados e respeitosos. Esperamos esclarecer e inibir qualquer forma de violência obstétrica e que na vigência da mesma, que a gestante saiba que atitudes devem ser tomadas a fim de garantir sua integridade física e psíquica em um momento tão especial: o nascimento de uma nova vida.

Palavras-chave


Violência Obstétrica; Gestante; Parto Seguro



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