COMPARAÇÃO ENTRE CULTIVARES DE TOMATEIRO QUANTO AS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DO FRUTO EM DOIS SISTEMAS DE CULTIVO

Rafael Gustavo Ferreira Morales, Flávia Cristina Panizzon Diniz, Rafael Ricardo Cantú, Euclides Schallenberger, Jaquelini Garcia

Resumo


O tomateiro é a segunda hortaliça de maior importância econômica e uma das mais estudadas no mundo. A produção orgânica de tomate tem aumentado sua demanda devido à maior preocupação com as informações sobre contaminações dos alimentos produzidos em sistemas convencionais. A avaliação de vários genótipos dentro das mesmas condições edafoclimáticas, e em condições diferentes, permite a comparação quanto a diferença na suscetibilidade a pragas e doenças, ao potencial produtivo e à qualidade dos frutos. O objetivo desse trabalho foi avaliar as características físicas que determinam a qualidade do tomate orgânico colhido em campo aberto e em cultivo em abrigos. O experimento foi conduzido na Estação Experimental da Epagri de Itajaí (EEI). O delineamento utilizado foi o inteiramente casualizado, no esquema fatorial 4x2 (4 cultivares e 2 ambientes de cultivo), quatro repetições e cinco plantas em cada repetição. Foram utilizadas duas cultivares OP, o SC375 Kaiçara e o tradicional cultivar Santa Clara; e dois híbridos F1 muito cultivados na região, sendo eles o HS1 e HP2. Foram feitas avaliações de firmeza do fruto, espessura do mesocarpo e número de lóculos por fruto. A firmeza do fruto foi determinada de forma destrutiva, com o auxílio do penetrômetro digital de bancada (Soil Control/USA, modelo PDF-200), com ponteira de 8 mm de diâmetro. Para determinar a espessura do mesocarpo, os frutos foram cortados no sentido longitudinal e, com o auxílio de um paquímetro digital, aferiu-se a espessura de 10 frutos de cada parcela. Ao cortar o fruto para quantificar a espessura, fez-se a contagem do número de lóculos por fruto. Os dados foram analisados quanto a sua variância e, quando significativos, as médias comparadas pelo teste de Tukey (p<=0,05). Com relação a firmeza dos frutos, os cultivares OP mostraram-se menos firmes do que os híbridos F1, apresentando média de 13,24 N (Santa Clara) e 14,00 N (Kaiçara), ao passo que a firmeza dos híbridos foi de 20,36 N (HP2) e 19,87 N (HS1). A menor firmeza do fruto pode ser resultado na solubilização das substâncias pécticas da parede celular pela ação das enzimas pectinametilesterase e poligalacturonase, que estão em maior atividade no início do amadurecimento e varia conforme o material genético. Para os comerciantes de hortaliças, a maior firmeza dos frutos é um fator positivo, porém, para os consumidores nem sempre esta é uma característica desejável. Outro fator importante que afeta a firmeza é o número de lócus por fruto (l/f). Os híbridos apresentaram de 3 a 5 lócus, com média de 4,07 l/f para HS1 e 3,46 l/f para HP2; e os cultivares OP com 2,68 l/f para Kaiçara e 2,50 l/f para Santa Clara. Apesar da maior firmeza dos híbridos, não houve diferença na espessura do mesocarpo entre todos os materiais avaliados dentro do cultivo em abrigo. Contudo, no cultivo a céu aberto, o cultivar Kaiçara apresentou menor espessura do mesocarpo quando comparado com os outros materiais genéticos, com 5,99 mm, 1,58 mm a menos que a média dos outros materiais avaliados, mostrando interação genótipo ambiente para essa característica.

Palavras-chave


Solanum lycopersicum; firmeza do fruto;pós-colheita



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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