Púrpura de Henoch-Schonlein: manifestações clínicas, diagnóstico e tratamento

Gabriela Gomes Paes

Resumo


Este estudo tem como base uma experiência acadêmica com embasamento científico acerca da Púrpura de Henoch-Schonlein, com base na observação e na prática em Pediatria na Unidade Educacional Eletivo de 2017, no Hospital Infantil Seara do Bem. Esta revisão tem como objetivo abordar o conceito e epidemiologia da Púrpura de Henoch-Schonlein, suas manifestações clínicas, diagnóstico e tratamento. A metodologia é baseada na revisão de literatura sobre esta patologia, com pesquisa baseada em bases de dados como Up toDate e Scielo, do ano de 2004 a 2013, cujas palavras chaves utilizadas foram Púrpura de Schoenlein-Henoch, Vasculite Leucocitoclástica Cutânea e Vasculite. A Púrpura de Henoch-Schonlein é uma vasculite de pequenos vasos, cuja etiologia permanece desconhecida, mas acredita-se que processos infecciosos, vacinas, medicações e alimentos possam ter um papel na fisiopatogenia. É a vasculite mais comum na infância, com picos no outono e primavera. O estudo histopatológico revela vasculite leucocitoclástica nos pequenos vasos, com deposição de complexo imune constituído principalmente por IgA. As manifestações clínicas são: púrpura palpável, indolor, não pruriginosa, atralgia ou artrite, isquemia, edema e hemorragia gastrointestinal, manifestando-se como dor abdominal, hematúria e proteinúria, orquite, epididimite, torção testicular, cefaleia, alterações de comportamento e crises convulsivas. O diagnóstico é essencialmente clinico e baseia-se nos seguintes critérios: púrpura palpável com pelo menos 1 dos seguintes: dor abdominal difusa, atrite ou artralgia, hematúria e/ou proteinúria e biópsia com vasculite leucocitoclástica com depósito de IgA ou glomerulonefrite proliferativa com depósito de IgA. Os exames subsidiários (hemograma, parcial de urina, função renal, ultrassonografia abdominal) tem indicação para determinar a extensão do comprometimento renal e/ou gastrointestinal. A maioria dos pacientes não precisa de tratamento, a não ser suporte clínico (hidratação e nutrição). Deve-se afastar os possíveis agentes desencadeantes. Os anti-inflamatórios não hormonais estão indicados nos casos de artrite. A ranitidina pode reduzir a dor e o sangramento gastrointestinal. Os corticoides são indicados apenas nos casos de comprometimento gastrointestinal e/ou escrotal e nos casos de nefrite grave. Deve-se realizar seguimento por, pelo menos, cinco anos após o diagnóstico e deve constar de avaliação clínica, com controle de pressão arterial, avaliação do sedimento urinário e função renal.

Púrpura de Henoch-Schonlein: manifestações clínicas, diagnóstico e tratamento

Palavras-chave


Púrpura de Schoenlein-Henoch; Vasculite Leucocitoclástica Cutânea; Vasculite



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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