IST’S E USO DE PRESERVATIVOS

Flávio Thiesen

Resumo


Introdução: A partir do grande surto ocorrido na década de 80 pela pandemia da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS), o Brasil, desde 1994, vem distribuindo preservativos em praticamente todas as Unidades de Saúde do país. O grande número de contaminações de doenças através do ato sexual junto a dificuldade de adesão por parte da população preocupa órgãos públicos responsáveis. Busca-se, por meio desta revisão, analisar a baixa adesão e a importância do uso de preservativos que viabilizem a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (IST's), em razão do aumento da incidência de contaminações. Métodos: Revisão bibliográfica de dados obtidos em artigos científicos no período de 2009 a 2017. Utilizou-se como descritor: IST'S. Revisão: As doenças sexualmente transmissíveis são consideradas um dos problemas de saúde pública mais evidente no mundo. São responsáveis por tornar, em ambos os sexos, vulnerável a saúde imunológica do paciente, facilitando agravamentos por outras doenças, como, por exemplo, AIDS. Segundo dados obtidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS), são mais de seis milhões de novos casos anualmente em pessoas sexualmente ativas no Brasil. Da sua invenção até a distribuição nas unidades de saúde, o uso do preservativo foi banalizado por muitos anos. Com o avanço tecnológico, houve a busca por maior garantia tanto para método contraceptivo como também para a prevenção de doenças. Sua eficiência é em decorrência da formação de barreiras entre a disseminação de sêmen infectado e também do contato pele a pele, evitando doenças, tais como o Vírus da imunodeficiência adquirida (HIV), prevenindo cerca de 80 a 95% a transmissão que aconteceria se não fosse usado. O grau de importância dado pela população ao uso frequente ainda é pequeno e, conforme dados do Ministério da Saúde, os menores índices encontram-se entre a faixa etária 15 e 19 anos. Outro estudo, ''Comportamento sexual da população brasileira e percepções do HIV/AIDS'', mostra que a dificuldade de adesão tem decorrência da falta de conhecimento em relação ao uso correto do preservativo, graças a educação sexual falha, falta de informações e dificuldade em conseguir preservativos, pois muitos cidadãos não têm conhecimento sobre sua distribuição gratuita pelo governo. Foi observado, ainda, que o acesso sem custo ao preservativo incentiva o jovem a utilizar a camisinha, porém, apesar do fornecimento gratuito no Brasil o preservativo ainda é pouco utilizado pelos jovens. Conclusão: A baixa adesão da prevenção através do uso de preservativos soma-se a dificuldade dos doentes em controlar a disseminação dessas doenças. Logo, a redução de novos casos de IST’s, se dará por meio da constante informação para a população geral e das atividades educativas que priorizem: a percepção de risco, as mudanças no comportamento sexual e a promoção e adoção de medidas preventivas com ênfase na utilização adequada do preservativo. Uma participação mais ativa dos órgãos públicos através de campanhas de prevenção para com as IST’s em geral, evitaria a necessidade de gastos ainda maiores em pesquisas e tratamentos para esta doença, e, consequentemente, complicações irreversíveis para os doentes.

Palavras-chave


IST; Promoção da saúde; Preservativos.



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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