Manejo da dor aplicado à emergência médica – Revisão de literatura

Murilo Moretti

Resumo


De todos os sintomas que um paciente apresenta no atendimento de emergência, a dor é o mais comum deles, constituindo o fator mais determinante de sofrimento relacionado a uma doença instaurada de forma aguda ou crônica. A dor deve ser avaliada cautelosamente, pois, por meio disso, é que são tomadas decisões terapêuticas àquele paciente. Esse estudo apresenta uma breve revisão bibliográfica sobre o manejo da dor em pacientes atendidos no ambiente da emergência, direcionado ao tratamento de diferentes níveis de dor nesses pacientes. Como metodologia dessa pesquisa, utilizou-se livros acadêmicos e o “Google Acadêmico”, http://scholar.google.com.br/ como base de dados, obtendo-se os artigos por meio das seguintes palavras-chave inseridas no vocabulário “Descritores em Ciências da Saúde” (DeCS): "Analgesia", "Emergência" e "dor". Foram consultadas 9 obras, do total de 193 resultados disponibilizados para estudo, sendo esses, publicados de 2000 à 2013. Segundo a literatura consultada, a principal razão para que o manejo da dor seja uma prioridade no tratamento dos pacientes é não só o impacto positivo na qualidade de vida do paciente, como também a tolerância por mais tempo o tratamento clínico. Nesse contexto, existem formas eficazes de controle da dor, como utilização de analgésicos seguros, incorporação de técnicas inovadoras de anestesia, o uso de grande quantidade de dispositivos para administração de fármacos, protocolos de atuação, criação de unidades específicas para o tratamento da dor. Todas permitem uma melhor e mais adequada analgesia Para isso, necessita-se conhecer a fisiopatologia da dor e o escalonamento da mesma para o adequado tratamento. Esse escalonamento é feito por base de um raciocínio clínico apurado, utilizando-se uma escada de analgesia que vai de níveis mais fracos até níveis mais fortes. O controle satisfatório da dor também contribui para que o paciente tolere melhor, e por mais tempo o tratamento de comorbidades específicas. Nesse contexto, contata-se a importância do profissional médico nessa área, em que ele nem sempre pode curar, mas tem a responsabilidade de cuidar e manejar corretamente o paciente disso, a dor ainda é percebida por médicos, paciente e familiar como um sintoma inerente à história natural da doença, muitas vezes relegado a um segundo plano.

Palavras-chave


Analgesia; Dor;Emergência



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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