DISSECÇÃO AGUDA DE AORTA

Jaderson de Francisco Bronner

Resumo


O Eletivo (Unidade Educacional) do 3º ano do curso de Medicina foi realizado na área de Cardiologia. Neste período acompanhou-se um paciente portador de uma emergência cardiovascular rara, a dissecção aguda de aorta. Partindo dessa realidade, objetivou-se realizar uma breve revisão bibliográfica sobre o tema “Dissecção aguda de aorta”. O método de revisão bibliográfica baseou-se em artigos publicados entre 2008 e 2013 e em livro de Tratado de Doenças Cardiovasculares. A dissecção aguda de aorta é uma condição cardiovascular rara, entretanto possui grande importância dado à alta mortalidade se não diagnosticada e ter tratamento de imediato. Possui baixa incidência (2,9 casos/100.000 pessoas/ano), porém, a sobrevida do paciente diminui 1% a cada hora com diagnóstico tardio. O maior número de casos acontece entre sessenta e setenta anos de vida e o homem é duas vezes mais acometido que a mulher. A patologia consiste em uma laceração da túnica íntima da artéria, em que o sangue, devido à alta pressão, separa a esta da túnica média criando assim um falso lúmen. Desse modo, o sangue pode propagar o falso lúmen ao longo da aorta, dissecando na direção do coração, dissecando na região oposta ao coração ou nas duas direções. A dissecção aórtica é dividida segundo Stanford em Tipo A, quando a aorta ascendente está envolvida e Tipo B, em que não há envolvimento da aorta ascendente. A classificação segundo DeBakey ocorre em três tipos: Tipo I, origem na aorta ascendente, prolongando-se pelo menos até o arco da aorta; Tipo II, quando a dissecção limita-se na aorta ascendente; Tipo III, a dissecção limita-se à aorta descendente. A divisão anatômica baseia-se no conceito das classificações de Stanford e DeBakey, em que a dissecção de aorta pode ser proximal ou distal, sendo que a dissecção proximal onde a aorta ascendente está acometida e a dissecção distal, a parte descente da aorta está envolvida. No quadro clínico, a dor torácica intensa está presente em mais de 90% dos casos, constituído a manifestação mais comum. A dor é caracterizada como “lacerante”, “insuportável” e geralmente segue o percurso da dissecção ao longo do vaso. O diagnóstico no princípio, depende da suspeita clínica, seguido de exames imagens, como o ecocardiograma transtorácico, ecocardiograma transesofágico, tomografia computadorizada e ressonância magnética. O tratamento clínico precisa ter início antes da confirmação da patologia e consiste, principalmente, da diminuição da frequência cardíaca e da pressão arterial sistólica. Nos casos onde a dissecção é diagnosticada como Tipo A da classificação de Stanford, há indicação cirúrgica, nos casos do Tipo B, a cirurgia é indicada somente quando ocorrem complicações simultâneas como aneurisma sacular, hemotórax. Dessa forma, é necessário, para um bom prognóstico do paciente, o diagnóstico precoce, através da suspeita clínica e dos exames de imagem, bem como a melhor conduta para cada caso da dissecção de aorta, visando o bem estar do paciente e a prevenção de sequelas irreversíveis.

Palavras-chave


Doença cardiovascular; Dissecção aguda de aorta; Emergência cardiovascular.



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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