INADEQUAÇÕES QUANTO A TÉCNICA DE AUTOAPLICAÇÃO DE INSULINA EM UMA POPULAÇÃO DE PORTADORES DE DIABETES MELLITUS TIPO I

Daniel Duarte Nora, Jamille Rizzardi Lava, Bruna Hoeller, Maria Cristina Mazzeti Subtil, Alisson Roberto Cunha, Lourenço Duarte Zanotto, Marcio Petenusso

Resumo


Em indivíduos com Diabetes Mellitus (DM) tipo I a terapêutica medicamentosa tem como base a administração de insulina através da aplicação desse hormônio no tecido subcutâneo, injeção esta, que se aplicada de maneira inadequada, poderá acarretar complicações locais como as lipodistrofias que se dividem em lipoatrofias e lipohipertrofias bem como complicações sistêmicas como os quadros de hiper ou hipoglicemia. Assim, os pacientes portadores de DM tipo I devem ser orientados e treinados a realizarem a autoaplicação de insulina a fim de dar a estes maior controle sobre a sua doença. Este estudo teve como objetivo observar o comportamento de uma população de pacientes portadores de DM tipo I em relação a técnica de autoaplicação de injeção subcutânea de insulina. Identificou-se assim, os principais fatores que corroboram para a dificuldade na autoaplicação da insulina. Correlacionou-se os dados observados com achados literais. O processo de educação de saúde quanto ao DM tipo I com ênfase na autoaplicação de insulina foi realizado com os voluntários. Consistiu de um estudo exploratório descritivo com abordagem quantitativa realizada em Unidade Básica de Saúde da cidade de Lages - SC. Fizeram parte deste estudo 11 pacientes portadores de DM tipo I, com o diagnóstico realizado há mais de três anos, que realizam a sua própria aplicação de insulina, com idade superior a 18 anos e que concordaram em participar do estudo e assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) de acordo com a resolução 196/96. Os dados foram coletados entre agosto a dezembro de 2011, através de uma ficha de observação semi-estruturada com roteiro da técnica a ser seguida proposto por Le Mone (2007), e preenchimento desta pelo observador simultaneamente durante a técnica utilizada pelo paciente. Por meio de visitas domiciliares foi feita a coleta de dados quanto aos fatores socioeconômicos, apresentaram-se os objetivos da pesquisa e foi fornecido o TCLE. Após o consentimento dos pacientes, eram agendadas visitas para avaliar a técnica de aplicação. Os erros corrigidos e um roteiro impresso sobre a técnica era oferecida ao paciente. Visitas eram reagendadas para verificar a eficácia das orientações até que os pacientes obtivessem acerto completo da técnica. Pode-se observar que a maior deficiência em relação à técnica de autoaplicação de insulina, evidenciou-se no ato de não desinfecção da borracha do frasco de insulina, não realização de prega cutânea, falta de anti-sepsia prévia da pele e falta de lavagem das mãos antes do procedimento. Esses resultados possibilitaram identificar os principais déficits em relação à técnica de autoaplicação de insulina e saná-las durante as visitas domiciliares, o que enfatiza a importância do processo de educação em saúde aos indivíduos portadores de DM. Dessa maneira, foi proposta na unidade de trabalho, a formação de um grupo de apoio aos portadores de DM tipo I, para que se pudesse uniformizar a técnica de autoaplicação de insulina, bem como sanar as dúvidas e observadas e relatadas pelos nossos clientes.

Palavras-chave


Diabetes Mellitus; insulina; injeção; autocuidado



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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