Pneumonia Nosocomial

Aline Cristina Costa Bulcão

Resumo


O presente trabalho origina-se da experiência vivenciada ao longo da Unidade Educacional Eletivo (Eletivo) do 3º Ano do curso de Medicina, na área de Pneumologia, no Hospital Tereza Ramos, localizado na cidade de Lages-SC. Nesse período foi possível observar diversos casos de Pneumonia Nosocomial, condição usualmente causada por bactérias, sendo a segunda infecção hospitalar mais comum nos EUA além de ser associada à maior morbimortalidade, maiores custos hospitalares e dias de internação. Diante disso, surge o interesse de apresentar dados sobre o tema Pneumonia Nosocomial, constatando sua etiologia, achados clínicos e tratamento, através de uma revisão bibliográfica baseado em artigos publicados em periódicos como USP, Unifesp e Jornal Brasileiro de Pneumologia. A Pneumonia hospitalar (nosocomial) é definida como a pneumonia que ocorre em até 15 dias após a alta hospitalar ou após 48 horas de uma internação hospitalar - se inferior a 48 horas, os fatores de risco relacionados à pneumonia bacteriana por germe hospitalar são: pacientes hospitalizados por mais de 2 dias nos últimos 90 dias da admissão atual; pacientes residentes em casas de repouso; pacientes que receberam antibioticoterapia endovenosa recentemente e quimioterapia ou curativos nos últimos 30 dias da infecção atual. Os patógenos mais comumente envolvidos em pneumonia nosocomial incluem os bacilos gram negativos aeróbios (P. aeruginosa, E. colli, K. pneumoniae) e Acinetobacter spp, principalmente quando a pneumonia teve início após 5 dias da internação hospitalar. Quando a pneumonia ocorre nos primeiros 4 dias da internação, os germes mais encontrados são S.pneumoniae, M. catarrhalis e H. influenzae. As manifestações clínicas clássicas são dor torácica, dispneia, tosse com expectoração purulenta ou sanguinolenta e febre acompanhada de sintomas como astenia e anorexia. Ao exame físico, pode-se encontrar sinais de acometimento pulmonar localizado ou bilateral predominando em bases. O diagnóstico é guiado pela anamnese, achados clínicos, radiografia de tórax e exames laboratoriais. Achados como novo ou progressivo infiltrado à radiografia de tórax associado a indícios sugestivos de infecção, tais como febre ou hipotermia; leucocitose, leucopenia ou mais de 10% de bastões; escarro ou aspirado traqueal purulento e piora da oxigenação não são totalmente específicos para pneumonia e diagnósticos diferenciais devem ser considerados. O tratamento empírico da pneumonia hospitalar baseia-se na gravidade, na presença ou não de fatores de risco específicos para determinados agentes e no tempo de internação no momento do diagnóstico. Tais critérios norteiam a antibioticoterapia no sentido de necessidade ou não de cobertura contra germes multirressistentes. Ademais, o médico tem papel fundamental na prevenção e tratamento da Pneumonia Nosocomial, já que a incidência da respectiva patologia aumentou consideravelmente nos últimos 20 anos, contribuindo para maiores índices de letalidade no ambiente hospitalar. Ademais, o médico, afim de transformar a realidade atual que conta com o aumento da incidência da Pneumonia Nosocomial nos últimos 20 anos, tem papel fundamental na prevenção e tratamento dessa patologia associada a maiores índices de letalidade no ambiente hospitalar.

Palavras-chave


Pneumologia; Pneumonia; Infecção Hospitalar.



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