Osteoartrite de joelho e sua relação com a obesidade em mulheres

Carolina da Silva Rampazo

Resumo


Introdução: A osteoartrite (OA ou artrose) é uma doença reumática, caracterizada por processo inflamatório que leva à degeneração da cartilagem articular decorrente de sobrecarga e/ou hereditariedade, que causa dor, rigidez e deformidades ósseas. Atinge cerca de 10% da população mundial, maior incidência após os 60 anos e prevalente no sexo feminino. Um dos principais fatores de risco é a obesidade. Objetivo: Analisar a influência da obesidade no comprometimento das articulações de sustentação do corpo a partir de processo inflamatório, tendo como ênfase a mais significante em mulheres. Método: Realizada revisão bibliográfica em artigos científicos, revistas e tratado de reumatologia, que datam do período de 2006 a 2011. Usado como descritor: osteoartrite. Considerações: A OA é a mais comum doença articular degenerativa de caráter inflamatório e crônico, que acomete principalmente a cartilagem dos joelhos nas mulheres. Sua relação com a obesidade não se deve exclusivamente a fatores genéticos, uma vez que fatores mecânicos, endócrinos e metabólicos estão envolvidos; a obesidade é ainda um fator limitante para um maior grau de gravidade da doença em relação ao joelho. Pessoas obesas, com índice de massa corporal (IMC) entre 30 e 35, apresentam um risco 4 a 5 vezes maior, se comparadas com pessoas de peso normal. Como sintomas há a presença de dor, crepitação, estalidos, rigidez após repouso, alteração da marcha, deformidade dos ossos adjacentes devido ao atrito aumentado pela deficiência da articulação. O diagnóstico pode ser confirmado a partir de exame físico e/ou radiográfico. O tratamento é primariamente preventivo, dado a partir do controle do peso e do estresse mecânico excessivo e incorreto; em caso de agravo, recomenda-se a cirurgia para colocação de prótese no joelho – artroplastia total. A pesquisa voltada ao sexo feminino justifica-se pelo fato de os sintomas da OA ocorrerem antecipadamente em mulheres e ainda pelo maior índice de obesidade estar presente também nas mulheres. Uma das hipóteses que explicaria a ligação entre circunferência abdominal e OA é a teoria metabólica, pois fatores pró-inflamatórios liberados principalmente pelo tecido adiposo abdominal e visceral, tais como proteína C reativa (PCR), interleucina 6 (IL-6) e inibidor do ativador do plasminogênio (PAI-1), afetariam estruturas articulares, acelerando o desenvolvimento da doença. Outra teoria é a biomecânica, que refere as dificuldades do obeso na deambulação, pois há deslocamento do centro de gravidade anteriormente devido ao abdômen protuso; para compensar, há hiperlordose lombar e cervical, com a protusão da cabeça e a cifose torácica acentuada, o que levam à anteversão pélvica, ao valgismo dos joelhos e pés planos, alterando a marcha e aumentando o estresse articular. Conclusão: Nota-se a relação entre a OA de joelho com a obesidade a partir de dados estatísticos e das duas teorias propostas, que relacionam fatores fisiológicos e mecânicos para justificar o referido desgaste articular e ósseo. Diante disso, fica claro que a importância do controle de peso durante toda a vida mostra-se eficaz como método preventivo para o desenvolvimento do desgaste articular, principalmente entre as mulheres, já que são grupo de risco para ambas as doenças.

Palavras-chave


Osteoartrite; Osteoartrite de joelho; Obesidade; Mulher.



REVISTA UNIPLAC
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