COMPARAÇÃO ENTRE CULTIVARES DE TOMATEIRO DE POLINIZAÇÃO ABERTA E HÍBRIDOS F1 QUANTO A SUSCETIBILIDADE A REQUEIMA

Rafael Gustavo Ferreira Morales, Flávia Cristina Panizzon Diniz, Euclides Schallenberger, Rafael Ricardo Cantú, Jaquelini Garcia

Resumo


Os sistemas orgânicos de produção são desafiados pela impossibilidade de controlar pragas e doenças com agrotóxicos, o que dificulta o controle de determinadas doenças. Sob condições de alta umidade e baixas temperaturas, a requeima se caracteriza por ser uma doença com alta severidade de ataque, podendo limitar ou muitas vezes impedir o cultivo comercial do tomateiro no sistema orgânico. O objetivo do presente trabalho foi avaliar a severidade da requeima, comparando duas cultivares de polinização aberta (OP) e dois híbridos F1, em cultivo protegido e a céu aberto. O experimento foi conduzido na Estação Experimental da Epagri de Itajaí (EEI). O delineamento utilizado foi o inteiramente casualizado, no esquema fatorial 4x2 (4 cultivares e 2 ambientes de cultivo - céu aberto e cultivo em abrigo), quatro repetições e cinco plantas em cada repetição. Foram utilizadas duas cultivares OP, o SC375 Kaiçara e o tradicional cultivar Santa Clara; e dois híbridos F1 muito cultivados na região (HS1 e HP2). Para avaliação da requeima utilizou-se a escala de severidade conforme seu estádio de infecção, adaptado de requeima da batata (Phytophthora infestans (Mont.)) de Bary. O vigor da planta foi inferido indiretamente pelo diâmetro do caule, com o auxílio de um paquímetro digital na altura mediana total do caule. Os dados foram submetidos à análise de variância e, quando significativos, as médias foram comparadas pelo teste de Tukey (p<=0,05). De forma geral, a intensidade de ataque da Requeima foi menor em cultivo protegido do que a céu aberto, independente do material genético cultivado. Dentro do cultivo protegido, o híbrido HP2 apresentou maior severidade de ataque pela Requeima do que os outros materiais genéticos, com 81,36 % de severidade. Por outro lado, em campo aberto, não houve diferença entre os quatro cultivares, sendo todos eles altamente prejudicados pela doença. Com relação ao vigor da planta, no cultivo a céu aberto não houve diferença entre os genótipos, contudo, no cultivo protegido, foi observado que o cultivar SC375 Kaiçara foi menos vigoroso do que os demais cultivares, sendo esta uma característica deste cultivar. Podemos concluir que o cultivo protegido reduziu a intensidade de ataque da Requeima, o que pode ser um fator decisivo para a sobrevivência da planta após os períodos de alta favorabilidade de ataque da doença. Contudo, todos os genótipos foram altamente suscetíveis ao ataque da requeima no período avaliado.

Palavras-chave


Solanum lycopersicum; Phytophthora infestans; cultivo em abrigos; produção orgânica.



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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