Quantificação de flavonoides totais em polpa e casca de abóbora cabotian (Cucurbita máxima x Cucurbita moschata)

Patrícia Carolina Beling, William Gustavo Sganzerla, Leandra Oliveira Xavier, Wilham Stramosk, Jacqueline Pereira Vistuba, Marcel Piovezan, Ana Paula de Lima Veeck

Resumo


Os flavonoides são uma das classes dos compostos fenólicos provenientes do metabolismo secundário dos vegetais, sendo denominados fitoquímicos. O consumo de vegetais ricos em polifenóis, incluindo os flavonoides, tem sido estudado como fonte de antioxidantes naturais, devido à propriedade destes compostos em sequestrar radicais livres. Diante disso, o objetivo deste trabalho foi quantificar o teor de flavonoides totais em polpa e casca de abóbora cabotian, utilizando água e etanol como solventes de extração. As amostras foram adquiridas no comércio do município de Lages, SC. Em seguida a polpa da abóbora foi separada da casca manualmente, sendo trituradas (in natura) em multiprocessador doméstico e armazenadas em freezer industrial (-18 ± 2ºC) até o momento das análises. Para o preparo dos extratos, 1 grama de polpa e casca homogeneizadas foram diluídos a 10 mL de solução hidroetanólica (etanol:água - 1:1 v/v) e etanólica. A análise de flavonoides totais foi realizada segundo a metodologia proposta por Zhishen et al. (1999), utilizando o padrão quercetina (QE) para a curva de calibração. Após a realização das análises, os resultados foram submetidos à análise de variância, e a diferença entre as médias foram calculadas através do teste de Tukey (p<0,05), através do programa Statistica® 7.0. Os resultados demonstraram que a polpa apresenta um teor de flavonoides totais de 0,15 ± 0,00 mg de QE/100g para o extrato hidroetanólico e 0,10 ± 0,00 mg de QE/100g para o extrato etanólico, sendo estes estatisticamente iguais entre si (p>0,05). Entretanto, o tratamento utilizando etanol foi o mais favorável para a extração de flavonoides na casca (0,37 ± 0,02 mg QE/100g), sendo estatisticamente maior (p<0,05) do que utilizando solução hidroetanólica na casca (0,08 ± 0,00 mg de QE/100g). Além disso, observa-se que a casca apresentou maior teor de flavonoides (p<0,05) para o extrato etanólico (0,37 ± 0,02) comparado com a polpa - etanólico (0,10 ± 0,00). Logo, pode-se concluir que a casca/etanólica apresentou maior teor de flavonoides do que as demais amostras. A polpa etanólica e hidroetanólica apresentou valores estatisticamente iguais entre si, e a casca hidroetanólica apresentou menor valor dentre os tratamentos.

Palavras-chave


Flavonoides; abóbora cabotian; polpa; casca



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