ASPECTOS NEUROINFLAMATÓRIOS E CLÍNICOS DA DOENÇA DE ALZHEIMER

Leandro Teixeira Wolff, Dhébora Mozena Dall’Igna

Resumo


A Doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência, reconhecida por um declínio na memória ou outras habilidades de pensamento e, como em outras doenças crônicas comuns, se desenvolve como resultado de múltiplos fatores em vez de uma única causa, sendo provavelmente decorrente de uma combinação de fatores genéticos e ambientais. A hipótese mais consistente sobre a fisiopatologia da doença de Alzheimer, é a da cascata amiloide, que tem impulsionado as estratégias de desenvolvimento de novos fármacos hoje em dia. A doença é caracterizada por duas amiloidopatias, sendo uma delas devido ao acúmulo de placas senis ou neuríticas, compostas por peptídeos ß-amiloides e a outra, pela formação de enovelados neurofibrilares, constituídos pela proteína tau.. No entanto, a neuroinflamação também é uma característica proeminente da Doença de Alzheimer, evidências consideráveis indicam que os eventos inflamatórios desempenham um papel importante na modulação da progressão da doença. Além disso, estudos clínicos em pacientes que usaram fármacos anti-inflamatórios indicam uma menor incidência desta patologia, apoiando a hipótese da neuroinflamação nos processos neurodegenerativos. O objetivo deste estudo é compreender os aspectos neuroinflamatórios e clínicos da doença de Alzheimer. Trata-se de uma revisão bibliográfica, em que foi realizada uma pesquisa sobre o tema, através de portais de busca como Scielo, Pubmed, National Center of Biotechnology Information, PLoSOne e entre outros. Os dados que demonstram se a ativação do sistema imunitário local no cérebro doente, é a causa ou a consequência da doença de Alzheimer, e se essa ativação provoca um efeito positivo ou negativo sobre a progressão da doença, ainda permanecem controversos. Assim, é de grande importância definir as vias de sinalização implicadas nos efeitos vantajosos e desvantajosos de neuroinflamação, a fim de desenvolver novos tratamentos anti-inflamatórios eficazes para pacientes com a doença de Alzheimer, dessa forma, são necessários mais estudos para entender todos os mecanismos moleculares envolvidos nestas vias de sinalização.

Palavras-chave


patogênese do Alzheimer; peptídeo ß-amiloide; neurodegeneração.



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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