Esquizofrenia

Rafael Furlanetto

Resumo


Aqui expõe-se umas revisão literária sobre um dos principais transtornos mentais da psiquiatria, a esquizofrenia, discute-se detalhes sobre sua definição, epidemiologia, teorias sobre sua etiologia, critérios diagnósticos, explora-se os transtornos psicóticos, os principais diagnósticos diferenciais deste transtorno, e por fim discute-se sobre o tratamento, que a abrange a psicofarmacologia, especificando assim quais os adequados fármacos a serem utilizados pelo profissional. A esquizofrenia embora seja discutida como se fosse uma única doença, engloba um grupo de transtornos com etiologias heterogêneas e inclui pacientes com apresentações clínicas, resposta ao tratamento e cursos da doença variáveis. Os sinais e sintomas incluem alterações na percepção, na emoção, na cognição, no pensamento e no comportamento, com a expressão desses variando entre os pacientes ao longo do tempo e o efeito da doença sendo geralmente grave e de longa duração. A etiologia do transtorno depende principalmente de influências genéticas, ambientais e bioquímicas. Quanto aos subtipos da esquizofrenia 3 divisões foram historicamente identificadas, o paranoide (delírios de grandeza ou perseguição), o desorganizado (ou hebefrênico, com emocionalidade ingênua ou imatura) e o catatônicoico (alternância entre imobilidade e grande agitação). Embora essas categorias tenham continuado a ser usadas no DSM-IV-TR, elas foram retiradas dos critérios diagnósticos para o DSM-5, devido à natureza dos sintomas de um indivíduo apresentar a possibilidade de mudar ao longo do curso da doença. Devido à complexidade da esquizofrenia, doença multifacetada, geralmente qualquer abordagem terapêutica realizada de forma isolada se torna inadequada. Modalidades psicossociais devem ser integradas ao regime de tratamento farmacológico, apoiando-o, os pacientes esquizofrênicos se beneficiam mais dessa maneira. Os antipsicóticos diminuem a expressão do sintoma psicótico e reduzem as taxas de recaída. Aproximadamente 70% dos pacientes tratados com qualquer antipsicótico alcançam a remissão. Os sintomas psicóticos agudos requerem atenção imediata, aqui concentra-se em aliviar os sintomas psicóticos mais graves, podendo o tratamento desta fase durar de até 4 a 8 semanas. As terapias psicossociais incluem uma variedade de métodos para aumentar as habilidades sociais, a auto-suficiência, as habilidades práticas e a comunicação interpessoal em pacientes com esquizofrenia. O objetivo é capacitar indivíduos com a doença a desenvolver habilidades sociais e vocacionais para uma vida independente.

Palavras-chave


Psiquiatria; Transtornos mentais; Transtornos psicóticos; Esquizofrenia; Psicofarmacologia.



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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