Síndrome Stevens-Johnson: revisão de literatura durante uma experiência acadêmica

Ana Paula Moreira de Chaves

Resumo


Trata-se de uma revisão bibliográfica realizada entre os meses de setembro e outubro de 2017, originada do estágio da Unidade Educacional Eletivo do curso de Medicina da UNIPLAC, desenvolvido na área de clínica médica. O presente trabalho revisa os conceitos básicos, diagnóstico, quadro clínico e o princípio de tratamento da Síndrome de Stevens Johnson (SSJ). O objetivo é apresentar aspectos sobre essa síndrome, tendo em vista que é necessário uma correta abordagem e cuidados imediatos com pacientes que a apresentam. A metodologia utilizada foi pesquisa em livros e artigos de dermatologia atualizados. Como critérios de inclusão utilizaram-se artigos em língua portuguesa e inglesa, publicados entre os anos de 2012 e 2016. A Síndrome de Stevens Johnson (SSJ) foi descrita pela primeira vez em 1922, pelos pediatras Stevens e Johnson, como uma patologia com erupções cutâneas generalizadas, febre e envolvimento de mucosas. Atualmente utilizam-se os termos Síndrome de Stevens Johnson (SSJ) e Necrólise Epidérmica Tóxica (NET) para descrever uma patologia com reações cutâneas grave, com potencial para morbidade e mortalidade elevadas; acometendo pele e membrana mucosa, caracterizada por exantema eritematoso disseminado com acometimento centrífugo, lesões em alvo e acometimento de mucosa oral, ocular e genital ). Estima-se que essa síndrome atinja cerca de 2-7 casos por milhão de pessoas por ano; com um índice de mortalidade de cerca de 30% . Pode ser causada por hipersensibilidade ou deposição de imunocomplexos e desencadeada por fármacos, infecções virais ou neoplasias. Apresenta-se com febre, envolvimento de membrana de mucosas e descamação da epiderme que pode ser de grande extensão, formando feridas dolorosas de pele desnuda. O diagnóstico acaba sendo pela história e quadro clínico, sem testes laboratoriais específicos. O tratamento baseia-se em medidas de suporte; além do uso de corticoesteróides, inibidor de fator de necrose tumoral ou imunoglobulinas, porém sem muitas evidências. A revisão desse assunto permitiu compreender aspectos de uma síndrome com grande potencial de morbidade e mortalidade, mas pouco discutida e escassa em livros e literaturas mais antigas.

Palavras-chave


Medicina; Síndrome Stevens Johnson; Clínica Médica



REVISTA UNIPLAC
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