Exercício de Práticas Integrativas e Complementares em uma Unidade Básica de Saúde de Lages (SC)

Jordana Aguiar

Resumo


O presente trabalho trata-se de um relato de experiência de uma psicóloga da Residência Multiprofissional em Saúde da Família e Comunidade (RMSFC), a qual inseriu Práticas Integrativas e Complementares (PIC’s) em sua atuação profissional na atenção básica em saúde. Essas práticas são reconhecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a partir da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), que tem por objetivo contribuir com a resolubilidade da atenção em saúde, estimular alternativas inovadoras e sustentáveis, assim como promover participação social. Tendo em vista que as PIC’s ainda se encontram em processo de implementação dentro do SUS, viu-se a relevância em expor e discutir o tema. Percebe-se que, na cidade de Lages (SC), profissionais da atenção básica têm se capacitado para exercer as PIC’s em seus contextos de trabalho. Também se observa essas práticas tornando-se cada vez mais comuns nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), assim como os usuários vem se familiarizando com essas novas abordagens de saúde. A RMSFC funciona pela ótica da educação em serviço, ou seja, objetiva repensar e transformar as práticas exercidas no SUS, por esse motivo, os profissionais residentes são incentivados a buscar inovações, incluindo a implementação e fomento das PIC’s. As práticas mais comuns da RMSFC em termos de PIC’s são: auriculoterapia, reiki e dança circular. Essas técnicas são empregues tanto em trabalhos individuais quanto coletivos, apoiando significativamente a atenção em saúde, à medida que visa sua integralidade. As PIC’s são ricas ferramentas na construção da humanização do SUS e também são estratégias viáveis à desmedicalização e à descentralização do poder médico e medicamentoso. Essas possibilidades abrem caminho para práticas que visam qualidade de vida e autonomia do usuário. A experiência enquanto psicóloga atuante na atenção básica, após ter sido contemplada pelas PIC’s, oportunizou promover o princípio da integralidade da atenção em saúde, complementando o trabalho com recursos mais resolutivos, integrais, humanizados e acolhedores.

Palavras-chave


práticas integrativas e complementares; auriculoterapia; atenção primária em saúde



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