REVISÃO BIBLIOGRÁFICA: HIPERPROLACTINEMIA ASSOCIADA A PROLACTINOMAS

Rodrigo Sandi

Resumo


Introdução: Por definição, há hiperprolactinemia em qualquer paciente que apresente níveis elevados de prolactina (PRL) sérica, sendo considerado os níveis séricos normais de prolactina geralmente inferiores a 20 ng/ml em homens e a 25ng/ml em mulheres. As causas da hiperprolactinemia podem ser classificadas em fisiológicas, farmacológicas e patológicas. Entre as causas patológicas, a mais importante é o prolactinoma, adenoma da hipófise anterior que secreta prolactina, com prevalência estimada em 500 casos por milhão de habitantes. Ocorrem mais comumente em mulheres jovens, sendo incomum em crianças e em mulheres após a menopausa. Objetivos: Apresentar as características clínicas dos adenomas hipofisários relacionados à hiperprolactinemia, almejando uma intervenção clinica precoce para se obter melhores resultados terapêuticos e prognóstico dos casos. Metodologia: Pesquisou-se os descritores ‘’hiperprolactinemia’’, “hiperprolactinemia diagnóstico”, “hiperprolactinemia protocolo clínico” e “adenoma hipofisário” no Google Acadêmico. Foram selecionados quatro artigos científicos. Além disso, foi realizada uma pesquisa nos livros Encéfalo e Ginecologia de Willians. Considerações: A galactorreia é o sinal mais característico da hiperprolactinemia. Também são comuns oligorréia ou amenorreia em mulheres, disfunção erétil em homens, infertilidade e diminuição da libido em ambos os sexos. Em longo prazo, o hipogonadismo causado pela hiperprolactinemia pode causar diminuição da densidade mineral óssea. O hipopituitarismo e a cefaleia podem ocorrer devido ao efeito de massa sobretudo dos grandes prolactinomas, além de alterações no campo visual devido a compressão do quiasma óptico. Os prolactinomas podem ser classificados de acordo com o tamanho em microadenomas (menos de 10mm de diâmetro) e macroadenomas (mais de 10mm de diâmetro); geralmente há uma boa correlação entre os níveis de prolactina e o tamanho do prolactinoma. Quando há evidência de macroprolactinoma, a visão deve ser avaliada por campimetria computadorizada. O diagnóstico dos prolactinomas requer a presença de hiperprolactinemia laboratorial e a evidência imagiológica de um adenoma pituitário. O exame de imagem de escolha é a ressonância magnética (RM) em detrimento da tomografia axial computadorizada (TAC), uma vez que esta última é menos eficaz no diagnóstico de pequenos adenomas e na definição da extensão dos tumores maiores. Os objetivos do tratamento da hiperprolactinemia são: corrigir os níveis de prolactina para assegurar um normal desenvolvimento pubertário, restabelecer e/ou manter uma adequada função gonadal, reduzir e controlar a massa tumoral hipofisária, assim como permitir a aquisição de um adequado pico de massa óssea e assegurar a fertilidade futura. Nos macroprolactinomas, além de controle hormonal, a redução do tumor é fundamental. Os agonistas dopaminérgicos Cabergolina e a Bromocriptina constituem a primeira opção de tratamento. Esses fármacos normalizam os níveis de prolactina, restauram a função gonadal e reduzem significativamente o volume tumoral dos prolactinomas na grande maioria dos pacientes. Conclusão: Deve-se atentar para mulheres jovens com galactorreia e amenorreia para que se faça a investigação da hiperprolactinemia patológica O exame radiológico, em especial a ressonância magnética, e a avaliação da prolactina sérica é fundamental para o diagnóstico de um prolactinoma.

Palavras-chave


Hiperprolactinemia, prolactinoma, galactorreia, amenorreia.



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
EDITORA UNIPLAC | PORTAL DE REVISTAS UNIPLAC
e-mail: propepg@uniplaclages.edu.br | Fone: (49) 3251-1009
Copyright 2012. Editora UNIPLAC