Esquizofrenia

Matheus Muller da Rosa

Resumo


Introdução: Define-se como esquizofrenia um tipo de transtorno mental, caracterizado como uma psicose crônica, sem cura e sem causa pré-estabelecida, de surgimento espontâneo. Sua manifestação é desencadeada por múltiplos fatores, podendo estar envolvidos a predisposição genética, hereditariedade e influências ambientais. No diagnóstico da esquizofrenia encontram-se os principais sintomas: déficits sociais e interpessoais, distorções cognitivas, perceptivas e sensoriais, e também, comportamentos excêntricos. Costuma evidenciar-se no início da fase adulta, embora, em alguns casos, já possa ser visualizado na infância ou adolescência. Logo, o objetivo deste resumo, é aprofundar-se na área psiquiátrica, enfatizando este transtorno mental, procurando compreender seu desencadeamento, fisiopatologia, sintomatologia, diagnóstico e tratamento. Métodos: O tema deste resumo foi escolhido a partir da vivência clínica durante os acompanhamentos dos pacientes com o transtorno de esquizofrenia na rotina da Unidade Básica de Saúde - São Miguel. Em seguida, foi feita a pesquisa bibliográfica no livro Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais - V (2014), junto de artigos científicos nas bases de dados da Scielo, e da UFRGS. Realizou-se a pesquisa como descritor: Sintomatologia e Fisiopatologia Esquizofrênica, e Diagnóstico da Esquizofrenia. Revisão: A esquizofrenia é um transtorno psicótico caracterizando múltiplas disfunções que acometem diversas áreas da vida do indivíduo, tais quais; cognitiva, social, interpessoal, psíquica, afetiva, entre outras. Esses pacientes apresentam a sua gama de pensamento fragmentada e desorganizada, demonstrando dificuldade em fazer associações lógicas, e se expressando de maneira incoerente e repetitiva. Apresenta como principais características alterações perceptivas; alucinações auditivas, visuais, olfativas e/ou táteis. Ainda são percebidas alterações de caráter motor, destacados por movimentos estereotipados e sem propósito, agitações, e a catatonia, a qual se tipifica por uma perturbação na atividade psicomotora, desencadeando uma agitação excessiva ou reduzida. É comum o indivíduo ‘'perder'' a sua identidade pessoal, e desenvolver dificuldade em estabelecer relações pessoais, resultando no isolamento social e afetivo. Para o diagnóstico clínico adota-se a classificação do DSM - V (2014), e como critério é necessário a presença de pelo menos dois sintomas pré-determinados, sendo que o predomínio de um dos 3 primeiros é mandatório, sendo eles: 1.delírios 2.alucinações 3.discurso desorganizado 4.comportamento grosseiramente desorganizado e 5.sintomas negativos (embotamento). O tratamento para o transtorno consiste no alívio dos sintomas do paciente, através da utilização de antipsicóticos (AP’s), escolhendo entre os atípicos (de lançamento mais recente) e os tradicionais. Devido a eficácia de ambos, os critérios de preferência para os seus usos são determinados por: melhor resposta prévia, perfil dos efeitos colaterais, preferência do paciente, entre outros. Os AP’s, usualmente, são administrados por via oral. Quando pacientes encontram-se muito agressivos ou agitados, os AP’s são administrados por via intramuscular para uma ação mais rápida. Conclusão: Em síntese, a esquizofrenia é um transtorno psiquiátrico de surgimento abrupto, sem causa pré-definida, que distorce as funções cognitivas, psíquicas, motora e relacional. O diagnóstico deve ser realizado segundo os critérios de avaliação, para que seja traçado um plano de tratamento com AP’s focando em amenizar os efeitos do transtorno nas diversas atividades sociais do indivíduo, proporcionando uma melhor qualidade de vida, levando em conta a sua incurabilidade.

Palavras-chave


Esquizofrenia; Antipsicóticos; Transtorno Psicótico; Sintomatologia Esquizofrenia.



REVISTA UNIPLAC
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