ELABORAÇÃO DO PROTOCOLO INSTITUCIONAL DE DETECÇÃO E MONITORAMENTO DA SEPSE EM UM HOSPITAL DE GRANDE PORTE DA SERRA CATARINENSE

SONIMARY ARRUDA, AMANDA LIEBGOTT, MARIANA MORAIS PANISSON

Resumo


Sepse é uma resposta sistêmica do organismo causada por uma infecção que pode ser bacteriana, viral, fúngica ou protozoária. Esta resposta, acomete o paciente a disfunções orgânicas graves, que se não tratada, evolui para um quadro de choque séptico. A sepse está dentre as principais causas de mortes no Brasil e no mundo. Diante desta problemática, cabe ao enfermeiro saber identificar/detectar, monitorar e conduzir as suas ações e de sua equipe frente a um paciente com sepse ou com risco de desenvolvê-la. Durante as vivências acadêmicas nas práticas supervisionadas nos serviços hospitalares, identificamos o papel do enfermeiro como essencial e indispensável para que os serviços em saúde ocorram de maneira eficaz, organizada e humanizada. Frente a estas vivências e reconhecendo ser a problemática da sepse um tema que requer atualização constante dos serviços, pretende-se com este projeto de extensão realizar uma intervenção em um hospital de grande porte do município de Lages com vistas a Desenvolver e implantar o protocolo institucional de detecção e monitoramento da sepse. O protocolo será implantado em 9 setores deste hospital, e o público alvo serão os Enfermeiros. O presente projeto esta em desenvolvimento e teve seu início em agosto de 2017 as etapas já desenvolvidas foram: contato com o responsável pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) e o Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) do hospital e uma visita com intuito de conhecer a realidade da instituição e coletar dados de indicadores de infecção hospitalar da instituição. As etapas a serem desenvolvidas são: reuniões periódicas semanais no mês de outubro com a Comissão de CCIH e NSP para a elaboração do protocolo, com duração de 2 horas e 30 minutos cada encontro. No mês de novembro com o protocolo elaborado, entraremos em contato com o setor de informática do hospital para informatizarmos o mesmo no sistema e iniciarmos o período de testes nos setores. Neste período, marcaremos uma visita com o Enfermeiro de cada setor para certificarmos que o protocolo foi devidamente incorporado ao sistema do hospital. Estimamos duração de uma hora para teste em cada setor num período de 4 dias, sendo abordado dois setores por dia. Os setores UTI adulto e Clínica Médica, por estarem com acesso restrito, não receberão os testes. Com o protocolo elaborado, informatizado e testado, serão realizadas oficinas para a capacitação dos Enfermeiros. Entendemos que com a implantação deste protocolo o enfermeiro contará com um instrumento que norteia sua prática e visa à qualidade da assistência aos pacientes, de modo que esta ocorra de forma segura e eficaz. Além da capacitação esperamos que os enfermeiros reconheçam sua autonomia e domínio teórico para agir frente aos pacientes com risco para sepse ou com quadro infeccioso já instalado, e como consequência disto, a redução dos indicadores de sepse e de morte pela doença seja alcançado.

Palavras-chave


Sepse, Protocolo, Enfermeiros



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