REVISÃO BIBLIOGRÁFICA: TIREOIDITE DE HASHIMOTO

Julia Gabriela Effting da Silva

Resumo


Introdução: O hipotireoidismo é uma síndrome clínica reconhecida pelos seus inúmerosefeitos adaptativos responsáveis pelo hipometabolismo. O hipotireoidismo primário, deorigem tireoidiana, é responsável por cerca de 95% dos casos, sendo a doença deHashimoto a causa mais comum. Hashimoto possui uma etiologia desconhecida, masacredita-se que a interação entre suscetibilidade genética e fatores ambientaisdesencadeadores seja fundamental no seu desenvolvimento. Essa revisão tem o objetivode melhor identificar e caracterizar os sintomas e fatores ambientais e genéticosassociados à essa doença, assim como fatores singulares relacionados ao seu diagnósticodiferencial que possibilitam melhor prognóstico e tratamento. Método: Efetuou-serevisão de dados obtidos em artigos científicos do período de 2009 a 2017. Utilizou-secomo descritor: Hipotireoidismo, Doença de Hashimoto. Revisão: A TIREOIDITE DEHASHIMOTO, doença auto imune, é caracterizada por uma inflamação na glândulatireoide. A ocorrência familiar de doenças tireoidianas auto imunes (DAIT) tem sidodescrita em diversos estudos os quais mostraram que 33% dos irmãos de pacientes comDoença de Gravis ou Tireoidite de Hashimoto desenvolveram DAIT e que 56% delestinham auto anticorpos antitireoidianos. Além disso, na maioria, pelo menos um dos paisdo doente tinha autoanticorpos tireoidianos, sugerindo uma herança dominante. Osfatores clínicos ambientais apresentam-se desde a vida intra uterina, na qual foiobservado que o baixo peso fetal seria o primeiro fator de risco ambiental desuscetibilidade para DAIT, devido, possivelmente, a uma má nutrição fetal com menorpeso esplênico e tímico, levando à maturação precoce do timo e declínio das células Tsupressoras. Outros fatores desencadeadores seriam: Sexo, sendo mais frequente no sexofeminino; Idade, aumentando as chances de ocorrência nas idades mais avançadas;estresse, tabagismo, drogas, agentes infecciosos. Os sinais e sintomas entres os diferentestipos de hipotireoidismo são comuns, sendo eles: intolerância ao frio, dispneia aosesforços, ganho de peso, alterações de memória, fraqueza, letargia, edema de pálpebras,pele fria, depressão e mialgia. O diagnóstico é clínico e laboratorial e deve-se atentar-seaos sinais e sintomas apresentados pelo paciente, sendo a presença de bócio (pequeno amoderado) fator sugestivo para tireoidite de Hashimoto. A tireoide apresenta-se comuma consistência firme, irregular e indolor à palpação. A inflamação na glândula tireoide
ocorre graças ao fato de que o organismo passa a produzir anticorpos anti-TPO(peroxidase anti-tireoide) contra as células tireoidianas, logo, sua dosagem auxilia nadefinição da DAIT (tireoidite de Hashimoto) e diagnóstico diferencial. Dessa forma,ocorre uma diminuição na produção dos hormônios da tireoide, T3 e T4, provocando umaumento nos níveis de TSH. Conclusão: As doenças da tireoide são comuns no contextoda assistência primária em saúde. Sendo o hipotireoidismo a principal disfunçãohormonal tireoidiana, e, a Doença de Hashimoto a principal etiologia em adultosresidentes em áreas suficientes em iodo, é de extrema relevância não apenas oconhecimento das formas de diagnóstico clínico e laboratoriais, como também, saber sualigação com fatores ambientais e genéticos. Estando ciente disso, o tratamento torna-semuito mais rápido e eficiente, evitando o estabelecimento de sequelas no paciente.Palavras Chave: Hipotireoidismo. Hashimoto.

Palavras-chave


Hipotireoidismo



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ISSN 2447-2107
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