Complicações no pós operatório de colecistectomia

Débora Taíne Bosse

Resumo


A realização desta revisão de literatura resulta da experiência vivenciada durante o Estágio Eletivo do 3º ano do curso de medicina, na área da Cirurgia Geral do Hospital Tereza Ramos. A cirurgia geral é uma área complexa da medicina, que pode envolver diversos procedimentos diferentes em uma única cirurgia. Esta especialidade pode ser dividida em três áreas: cirurgia abdominal; cirurgia videolaparoscópica; e cirurgia do trauma. O principal objetivo deste trabalho é realizar uma revisão de literatura relacionada às complicações pós operatórias da colecistectomia por via aberta e videolaparoscópica. Foram usados como fonte de pesquisa artigos publicados entre os anos de 2003 e 2014 e literaturas consagradas da área médica. A colecistectomia é a cirurgia de retirada da vesícula biliar, que tem como principais indicações cólica biliar, colecistite aguda e crônica e colelitíase. A colelitíase é a doença cirúrgica abdominal mais comum nos idosos, sendo sua incidência relacionada à progressão da idade, com prevalência global de 9,3%, passando para 21,4% nos idosos de 60 a 69 anos e, na faixa etária acima dos 70 anos, acomete 27,5% dos indivíduos. A complicação pós operatória é definida como qualquer desvio do curso normal do pós operatório. Consideram-se tanto as complicações sintomáticas quanto assintomáticas, como atelectasias. A avaliação destas levou em conta critérios como sexo, idade, passado sintomático, risco anestésico (A.S.A – American Society of Anesthesiology), via de acesso cirúrgico, taxa de conversão, tipo de operação realizada, tempo cirúrgico, intercorrências ou sequelas das operações, necessidade de drenagem, permanência hospitalar após as intervenções, complicações, mortalidade, entre outros fatores. Os estudos realizados apontam que as principais complicações pós operatórias são as precoces menores como dor, distensão abdominal, vômitos, febre, cefaleia; algumas são as precoces maiores como pancreatite, diarreia, infecção do portal, infecção de sitio cirúrgico visceral. Em menor porcentagem há as tardias menores e tardias maiores. O retorno dos pacientes no pós operatório é pequeno, provavelmente por estarem assintomáticos. Atualmente, a mortalidade na colecistectomia eletiva tem índice abaixo de 0,5%, e, nos idosos oscila em torno de 2%. Tal diferença relaciona-se às doenças associadas e ao maior número de formas complicadas da litíase biliar. Já na colecistite aguda é encontrada uma grande diferença, com uma mortalidade de cerca de 20% na população de idosos, demonstrando desta forma a diferença entre cirurgia eletiva e de emergência nesta população. Após a realização desta pesquisa, podemos concluir que a colecistectomia é um procedimento comum, muito realizado, e quando feito de forma eletiva proporciona um baixo risco de complicações maiores e principalmente de mortalidade, sendo segura a sua realização até mesmo em idosos com uma boa avaliação pré anestésica.

Palavras-chave


Colecistectomia; colelitíase; complicações.



REVISTA UNIPLAC
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