ABORDAGEM DA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA DESCOMPENSADA NA SALA DE EMERGÊNCIA

EMILY JULIANE SCHMITT

Resumo


Este estudo foi originado a partir das atividades práticas na área de Emergência, durante a Unidade Educacional Eletivo do 3º ano do Curso de Medicina – UNIPLAC, durante o mês de agosto, realizadas no Pronto Atendimento Municipal Tito Bianchini e no Hospital Nossa Senhora dos Prazeres, ambos em Lages-SC. O objetivo é apresentar aspectos que envolvem a Insuficiência Cardíaca Descompensada (ICD), descrevendo brevemente sobre esta síndrome, sua etiologia e mecanismos fisiopatológicos, considerando que a Insuficiência Cardíaca (IC) possui uma alta prevalência e incidência e grande impacto na morbidade e mortalidade em todo o mundo, sendo considerada hoje um grave problema de saúde pública e, ainda, identificar fatores precipitantes reversíveis que possam ser causadores de uma descompensação. Trata-se de uma revisão de literatura com pesquisa através de base de dados como SCIELO, utilizando artigos de revistas científicas como Revista Brasileira Cardiologia e II Diretriz Brasileira de Insuficiência Cardíaca. A IC é uma doença grave e descompensações ocorrem como parte de sua evolução natural, e, a Insuficiência Cardíaca Descompensada (ICD) é frequente no cenário de emergência e está associada a um distúrbio agudo que provoca uma sobrecarga hemodinâmica adicional ao coração. As principais causas são doença cardíaca isquêmica, HAS, taquiarritmias. Entretanto, a causa mais frequente de descompensação parece ser a falta de adesão ao regime terapêutico. Os custos com internação por descompensação chegam a aproximadamente 60% do custo total com o tratamento da IC. Dentre os pacientes que receberam alta em 90 dias, a mortalidade está por volta de 10%, com aproximadamente 25% de readmitidos no período. Em pacientes com ICD, que chegam à emergência, os achados da história clínica e o exame físico são de grande valor por fornecerem, além da hipótese diagnóstica da síndrome, informações importantes sobre o tempo de início dos sintomas, as informações sobre etiologia, sinais de sobrecarga hídrica, como dispneia, cianose, frequência cardíaca aumentada, estase jugular, edema, ascite e crepitação pulmonar, que podem auxiliar na identificação das causas de descompensação. A Insuficiência Cardíaca descompensada – (ICD) é definida como uma síndrome clínica na qual uma alteração estrutural ou funcional do coração leva à incapacidade de ejetar e/ou acomodar sangue dentro de valores pressóricos fisiológicos, causando limitação funcional e necessitando de intervenção terapêutica imediata. O objetivo inicial do tratamento da ICD é a melhora hemodinâmica e sintomática, todavia, há, outros objetivos que devem ser buscados, incluindo a investigação das causas tratáveis de descompensação, iniciar tratamentos que diminuirão a progressão da doença, manejo de comorbidades e melhorar a sobrevida a longo prazo do paciente. O tratamento deve ser individualizado e ser instituído objetivando redução de tempo de internação, redução da readmissão hospitalar e principalmente, redução da mortalidade. Em resumo, aos pacientes na sala de emergência com ICD, além da terapêutica para melhora hemodinâmica e sintomática, deve-se realizar uma história clínica e exame físico minucioso, procurando-se identificar fatores precipitantes reversíveis, visando reduzir as elevadas taxas de mortalidade, a reinternação hospitalar e o significante impacto econômico associado, mas sobretudo, visando uma melhora significativa da sobrevida do paciente.

Palavras-chave


Insuficiência Cardíaca; Descompensação; Emergência



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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