Resumo Bibliográfico: Hérnia de Disco Lombar

Guilherme Michelon

Resumo


Hérnia de disco lombar é uma patologia que acomete os discos intervertebrais, que afeta cerca de 2% a 3% da população, com maior incidência entre a terceira e quinta décadas de vida, e com prevalência maior na população masculina. Com o relevante número de pessoas diagnosticadas com hérnia discal na atenção básica, veio o ensejo de estudar a respeito do tema. O objetivo é apresentar manifestações clínicas, métodos de diagnóstico e condutas para esta patologia. Realizou-se revisão bibliográfica em artigos científicos nas bases de dados SciELO e PubMed e em livros, no período de 12/07/2017 a 26/07/2017, com o intuito de confrontar diversas informações para assim, realizar uma revisão sobre o tema. Entre cada vértebra, existe uma estrutura articular denominada disco intervertebral (IV). Divide-se esse disco em duas regiões, núcleo pulposo, que ocupa o centro da estrutura, e anel fibroso que se encontra na periferia de cada disco IV. O conhecimento da anatomia da coluna vertebral e de seus discos faz-se necessário para o entendimento da patologia, uma vez que a hérnia de disco afeta diretamente essa área. Tais estruturas estão expostas de maneira contínua a pressões e forças de compressão (sendo mais evidente o torque axial), ocasionando degeneração e consequente afinamento dos discos IV, tanto do núcleo pulposo, quanto do anel fibroso. Com o transcorrer do tempo, o anel fibroso tende a sofrer maior desgaste, e principalmente na porção póstero-lateral das vértebras, onde o anel fibroso é relativamente mais delgado, pode ocorrer herniação, ou seja, ruptura do núcleo pulposo, em direção ao canal vertebral, o que promove compressão das raízes nervosas. Assim, a compressão radicular ocasiona dor na região pela qual a raiz nervosa corresponde. A coluna vertebral é dividida em cinco porções: cervical, torácica, lombar, sacral e coccígea. O segmento vertebral com mais incidência de hérnias discais, é o lombar, que conta com cinco vértebras (desconsiderando variações anatômicas), sendo os discos intervertebrais L4-L5 e L5-S1 os mais comumente acometidos, culminando no clássico caso de lombalgia inicial, podendo evoluir para lombociatalgia e caso ainda persista, torna-se ciatalgia. O diagnóstico clínico consiste numa anamnese detalhada, investigando possíveis causas que justificam um quadro de hérnia discal lombar. Paralelo à anamnese, há o exame físico, no qual pode-se realizar manobras específicas, com o intuito de corroborar um possível caso de hérnia de disco. Complementando o diagnóstico, para se ter exatidão, há a possibilidade de solicitar exames de imagem, tais como tomografia, e principalmente ressonância magnética que confirmam o diagnóstico clínico. O tratamento para alívio dos sintomas divide-se em duas vertentes, um conservador, tendo como base analgesia para alívio dos sintomas, fisioterapia e exercícios físicos, além de métodos alternativos que se comprovaram úteis, como acupuntura e eletro-acupuntura. Já a outra abordagem de tratamento é invasiva, consistindo no procedimento cirúrgico. A adoção de determinado tratamento varia com base no quadro clínico de cada indivíduo.

Palavras-chave


Hérnia de disco; Raízes nervosas; Discopatia Lombar



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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