ALTERAÇÕES ELETROCARDIOGRÁFICAS NA SÍNDROME CORONARIANA AGUDA

Pedro Henrique Tremarin Grando

Resumo


Trata-se de uma revisão bibliográfica sobre o padrão eletrocardiográfico e suas alterações em pacientes com síndrome coronariana aguda, com ou sem supradesnível do segmento ST. O objetivo da análise é esclarecer um exame tão importante e recorrente na prática médica, desde como interpretar um eletrocardiograma sem alterações, a ordem que se analisa o registro da atividade elétrica do coração e compreender as alterações que podem ocorrer na patologia da síndrome coronariana aguda, podendo localizar virtualmente onde encontra-se a lesão no músculo cardíaco. Esta revisão bibliográfica foi fundamentada na análise de duas literaturas em capítulos específicos sobre a patologia, 2 artigos e 3 diretrizes sobre síndrome coronariana aguda e suas repercussões eletrocardiográficas. Estas obras foram selecionadas pela busca com os seguintes descritores: infarto agudo do miocárdio, síndrome coronariana aguda, eletrocardiograma. O eletrocardiograma tem como função registrar a atividade elétrica do coração a partir de eletrodos posicionados nos membros e no tórax do paciente, montando uma grade de ângulos para a análise da condução. Normalmente usam-se 12 derivações para a construção do eletrocardiograma, 6 periféricas e 6 precordiais, dando-nos uma visão tridimensional do coração. Quando necessário pode-se posicionar eletrodos adicionais no dorso ou no lado direito do tórax do paciente para uma visão mais ampliada. A síndrome coronariana aguda (SCA), dividida em SCA com supradesnível do segmento ST, SCA sem supradesnível do segmento ST e angina instável, possuem características semiológicas semelhantes, distinguíveis pela formatação eletrocardiográfica, resposta ao tratamento inicial ou por exames complementares. A verificação dos itens eletrocardiográficos deve, preferencialmente, ser feita de acordo com a ordem proposta pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, a qual indica a análise do ritmo e quantificação da frequência cardíaca; análise da duração, amplitude e morfologia da onda P e duração do intervalo PR; determinação do eixo elétrico de P, QRS e T; análise da duração, amplitude e morfologia do QRS; análise da repolarização ventricular e descrição das alterações ST-T, QT e U quando presentes. Ao reunirmos e fazermos a conexão das informações semiológicas e complementares, alcançamos um melhor entendimento do caso que estamos lidando, resultando em um desfecho clínico específico para cada paciente. Na prática diária da medicina o eletrocardiograma é sem dúvida o exame complementar mais frequente em hospitais e prontos atendimentos, cabendo ao médico interpretá-lo. É muito importante que os profissionais da área médica sejam capacitados para analisar eficientemente um eletrocardiograma, identificando as alterações de forma rápida a fim de agilizar o atendimento do paciente impedindo evoluções indesejadas do evento cardíaco.

Palavras-chave


Síndrome Coronariana Aguda; Infarto Agudo do Miocárdio; Eletrocardiograma.



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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