REVISÃO BIBLIOGRÁFICA: ENTRAVES NA PREVENÇÃO DA SÍFILIS CONGÊNITA

Maria Clara Formolo de Souza

Resumo


Tem-se levantado nos últimos anos grandes debates acerca dos fatores que acarretaram uma epidemia de sífilis na população brasileira, com aumento exorbitante da incidência de sífilis em gestante e, proporcionalmente, de sífilis congênita. O comprometimento da saúde da nova geração devido a esse agravo tornou-se motivo de preocupação para os profissionais da área da saúde, principalmente por se tratar de uma doença de tratamento exequível, com baixo custo e alta efetividade se realizado da maneira correta. Por essa razão, muitos estudos foram produzidos com a finalidade de não só aprimorar a propedêutica perante novos casos de sífilis congênita mas também de identificar falhas em sua gênese, visando ao aperfeiçoamento do cuidado quanto a prevenção. Procedeu-se, pois, a revisão bibliográfica em 6 artigos científicos de 2013 a 2017 nas bases de dados SciELO, PubMed e Biblioteca Virtual em Saúde além do Portal de revistas (UCB) e do Centers for Disease Control and Prevention. Utilizou-se como descritor: sífilis congênita. A sífilis congênita é uma doença infectocontagiosa decorrente da transmissão vertical, em que uma gestante infectada pela bactéria Treponema pallidum não se sujeita ao tratamento da sífilis ou o faz de forma inadequada, permitindo que o agente atinja o feto por via transplacentária e, portanto, este nasça já com sinas de sífilis ou venha a óbito perinatal. Primeiramente, baixa escolaridade e renda caracterizam pouco acesso aos serviços de saúde e consequente má assistência pré-natal, permitindo a transmissão maternofetal da sífilis. Logo, com uma cobertura reduzida de pré-natal e seu tardio início, desperdiça-se o período oportuno tanto para aconselhamento primário quanto para diagnóstico precoce e tratamento da gestante, sendo que, mesmo havendo tratamento adequado, pode ocorrer falha terapêutica caso o parceiro não receba tratamento concomitante com os devidos cuidados. Outrossim, a baixa oferta de ações de educação em saúde pelo serviço aos pacientes, no que diz respeito aos sinais e sintomas de alerta referentes às fases iniciais da sífilis, a saber o aparecimento do cancro duro ou das roséolas sifilíticas, constitui um relevante entrave no processo de conscientização e detecção precoce do agravo, com ênfase maciça no público de mulheres em idade fértil e gestantes, as quais tomariam parte da responsabilidade sobre sua saúde através do automonitoramento para sífilis primária e secundária. Tendo em vista o fácil diagnóstico e tratamento, observa-se a importância da busca ativa e mobilização da gestante para realização do pré-natal, de modo a intervir através de prevenção primária, orientando gestante e parceiro acerca do assunto, e secundária ao objetivar a detecção antecipada naquela.

Palavras-chave


Sífilis Congênita; Sífilis; Cuidado Pré-Natal.



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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