DIAGNÓSTICOS CLÍNICOS BASEADOS EM EXAMES LABORATORIAIS COM ÊNFASE EM INFECÇOES NO TRATO URINÁRIO (ITU)

Isadora werner

Resumo


Durante a realização do eletivo no campo de análises clínicas, no qual tive a oportunidade de aprofundar os conhecimentos sobre patogenias e diagnósticos a partir dos resultados emitidos por exames laboratoriais, observei o grande número de pacientes acometidos por infecções no trato urinário (ITU). Essa revisão tem como principal objetivo ratificar conhecimentos sobre ITU, esclarecendo sua definição, seus agentes patogênicos, diagnósticos e os métodos utilizados por laboratórios para o alcance dos mesmos. De acordo com dados observados a partir de livros como Diagnósticos Clínicos e tratamento por métodos laboratoriais – Henry, e sites de artigos científicos como Scielo, a definição de ITU caracteriza-se por uma invasão bacteriana em qualquer segmento do trato urinário, ocasionando uma bacteriúria sintomática ou assintomática. Existem três possibilidades de um microrganismo atingir e causar infecções no trato urinário: via ascendente, hemática (principal via em neonatos) e linfática, a qual é considerada a forma mais rara. As infecções podem comprometer somente o trato urinário inferior (cistite) ou afetar simultaneamente o inferior e superior (pielonefrite). Segundo autores, a ITU é mais susceptível no sexo feminino devido às condições anatômicas (Estudos mostram que pelo menos 5% das mulheres, entre 5 a 18 anos já expuseram uma ITU), já que a vagina tem maior proximidade com o ânus se comparada à uretra no sexo masculino. Outros fatores que aumentam o risco de ITU nas mulheres incluem: o ato sexual, o número de gestações, diabetes e a higiene inadequada. Já no sexo masculino, o cateterismo vesical e a hiperplasia prostática podem favorecer a doença. Nos idosos e em pacientes hospitalizados os índices de ITU também são elevados, é importante salientar que as infecções do trato urinário adquiridas em hospitais são as nosocomiais mais frequentes em todo o mundo, representando cerca de 50% das infecções hospitalares. Quando se trata de ITU adquirida na comunidade, os agentes etiológicos mais frequentes são: a Escherichia coli, o Staphylococcus saprophyticus, espécies de Proteus e de Klebsiella e o Enterococcus faecalis. Já nas infecções contraídas em hospitais, as enterobactérias predominam como principais agentes causadores da doença. O diagnóstico clínico da infecção sintomática caracteriza-se principalmente por urgência miccional, disúria e dor suprapúbica. Além disso o aspecto da urina também deve ser avaliado principalmente na presença de urina turva ou avermelhada (causada pelo próprio processo inflamatório). Já o diagnóstico laboratorial é realizado principalmente através de dois exames principais: exame de urina tipo I e Urocultura. O exame de urina tipo I irá fornecer os dados que confirmam o diagnóstico de ITU: presença de piúria, de hematúria e de bacteriúria. Os valores encontrados são habitualmente proporcionais à intensidade da infecção. Já a urocultura, exame que avalia um jato médio de urina colhido assepticamente poderá fornecer, na maioria dos casos, o agente etiológico causador da infecção e trazer subsídio para a conduta terapêutica. Sua importância crescerá quando, diante de falha da terapia empírica, possibilitará a realização do antibiograma, que orientará uma nova conduta terapêutica.

Palavras-chave


Infecção do Trato Urinário; Cistite; Pielonefrite; Diagnóstico laboratorial



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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