GRUPO DE APOIO PARA FAMILIARES DE IDOSOS COM DOENÇAS CRÔNICAS E DE ALTA DEPENDÊNCIA COMO A DOENÇA DE ALZHEIMER E SIMILARES: PRINCIPAIS DEMANDAS

Priscila Schneider, Claudete Andrade de Oliveira, Marici Souza Jeremias, Rafael Rodrigues, Inês Andrielly Menegazzo

Resumo


O grupo de apoio é um projeto de extensão desenvolvido desde 2006 na UNIPLAC e busca ajudar no enfrentamento dos processos que vivenciam os familiares, além de colaborar com o cuidado dos idosos e auxiliar na qualidade das relações familiares. Ele tem como objetivo geral propiciar aos familiares e/ou cuidadores suporte para o enfrentamento do processo de convívio e cuidado de idosos com doenças crônicas e de alta dependência, de forma a reduzir o estresse dos mesmos e promover sua qualidade de vida. Como objetivos específicos o grupo visa facilitar o diagnóstico precoce da Doença de Alzheimer (DA) e doenças similares; Mobilizar os recursos de suporte psicossocial dos familiares e/ou cuidadores através de atividades grupais e educativas; Prevenir a violência intrafamiliar contra idosos e a internação desses em Instituições de Longa Permanência; Promover elaboração saudável do luto de familiares; Atualizar e capacitar profissionais de saúde para o atendimento de famílias e idosos com doenças crônicas e de alta dependência, bem como para promoção da qualidade de vida dessa população; Possibilitar o desenvolvimento de atividades de extensão junto à comunidade articuladas às atividades de ensino, especialmente vinculados aos estágios, de modo a capacitar acadêmicos da área da saúde (Psicologia, Enfermagem e Educação Física) para atuação interdisciplinar junto a famílias com idosos com doenças crônicas; Possibilitar o desenvolvimento de referências científicas para a intervenção interdisciplinar em saúde. O grupo realiza reuniões ou encontros de familiares mensalmente, com cronograma elaborado no início do ano. A cada mês, na semana da reunião, é realizado contato telefônico com os familiares para confirma-la e para saber como a família se encontra. Desse modo, mesmo que a família não compareça às reuniões pode-se acompanha-la e avaliar a necessidade de outras intervenções como a visita domiciliar. As visitas domiciliares são realizadas quando se observa que a família encontra-se em um momento de crise, vivencia mudanças que exigem enfrentamento e reorganização do sistema, ou quando se encontra em processo de luto pela morte do idoso que possuía a DA ou similar. Junto a essas atividades diretas com os familiares o grupo também se propõe a realizar atividades educativas em parceria com outros grupos e instituições. Em 2017 observou-se maior demanda das famílias quanto a dificuldades em lidar com a perspectiva de perda e declínio decorrente do adoecimento; outras trouxeram a ansiedade de deparar-se com diagnóstico da DA, e sintomas de fases inicial e moderada em que há grande necessidade de supervisão e atenção da família em relação aos idosos; também emergiram questões relativas a dificuldade de cuidar de si tendo em vista que o cuidado está centrado totalmente no idoso; e, por fim situação compartilhada pela maioria relativa a falta de apoio dos demais membros da família e busca de estratégias para contornar essa situação. Compreende-se que o grupo tem atingido seus objetivos e contribuído para a compreensão e atendimento das famílias a fim de enfrentarem o processo de convivência e estresse relacionado ao cuidado de seus idosos com DA ou doenças similares.

Palavras-chave


Doença de Alzheimer; Família; Grupos.



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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