Adenocarcinoma Prostático: diagnóstico, estadiamento e tratamento

Sandra Demoliner

Resumo


Este estudo tem como base uma experiência acadêmica com embasamento científico acerca do diagnóstico, estadiamento e tratamento do Câncer de Próstata (CAP) do tipo adenocarcinoma com base na observação e na prática em Oncologia na Unidade Educacional Eletivo de 2017, desenvolvida no Hospital da Cidade de Passo Fundo. O objetivo é apresentar além do conceito de Câncer de Próstata: diagnóstico, estadiamento e os principais esquemas terapêuticos em voga no CAP do tipo adenocarcinoma, explorando as perspectivas atuais de tratamento na Oncologia. A metodologia é baseada na revisão de literatura acerca da apresentação clínica, diagnóstico, estadiamento e tratamento do adenocarcinoma prostático com pesquisa baseada em bases de dados como Up toDate e Scielo, do ano de 2011 a 2017, cujas palavras-chave utilizadas foram Oncologia, Próstata e Adenocarcinoma. O Adenocarcinoma é originado a partir do desenvolvimento das próprias células da próstata. Estas células, por motivos não totalmente conhecidos originam células cancerosas, que crescem e aumentam progressivamente de número e, consequentemente, de tamanho e agressividade do tumor. Dado que, atualmente, o adenocarcinoma é um dos tipos de câncer de próstata mais frequentemente diagnosticado, representando mais de 95% dos casos desse tipo de tumor, é fundamental conhecer os meios para diagnóstico e manejo deste. Os níveis de antígeno prostático específico (PSA) associados ao toque retal são fundamentais no screening do CAP. No entanto, como o PSA é produzido pelas células epiteliais da próstata e não especificamente pela célula cancerosa, a dosagem do PSA pode estar alterada por outras doenças que não o câncer, por isso seus valores devem ser reavaliados mediante cada diagnóstico ou procedimento que possivelmente o eleve. Após o diagnóstico, um estadiamento cuidadoso, via sistema TNM, é imprescindível para melhor delinear as possibilidades terapêuticas. Para planejar o tratamento, após estadiado, o paciente é avaliado quanto ao risco do tumor de próstata se disseminar pelo nível de PSA, pontuação no escore de Gleason e estágio do tumor. Novas combinações, em fase de estudo, podem melhorar e enriquecer as opções terapêuticas, como demonstra o estudo denominado LATITUDE no CAP metastático com refratariedade à primeira linha de quimioterapia, o qual demonstrou aumentar a sobrevida e o tempo livre de progressão. A revisão a respeito do diagnóstico, estadiamento e conduta no adenocarcinoma prostático possibilitou compreender a complexidade da terapêutica em Oncologia, bem como os mecanismos farmacológicos, bioéticos e psicossociais envolvidos no manejo do Câncer de Próstata.

Palavras-chave


oncologia; próstata; adenocarcinoma



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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