REVISÃO BIBLIOGRÁFICA: INOVAÇÕES PROMOVIDAS PELA BIÓPSIA DO LINFONODO SENTINELA

Jéssica Lie Utiamada

Resumo


O Linfonodo sentinela (LS) é um termo utilizado para designar o primeiro linfonodo a receber drenagem linfática de um carcinoma mamário, por ser o primeiro sítio de disseminação por essa via. Logo, a biópsia do linfonodo sentinela (BLS) é um método de avaliação axilar, caracterizado por ser pouco invasivo e bastante sensível na identificação de metástase. O resumo apresentado é uma revisão bibliográfica cujas informações foram coletadas na base de dados Google Acadêmico e Scielo. Utilizou-se como descritor: LS e BLS. Diante das informações coletadas, notou-se que desde a descrição de mastectomia radical por William Halsted em 1894, o tratamento padrão para a doença linfonodal em pacientes portadoras de câncer de mama era a linfadenectomia axilar (LA), tal conduta era justificada pelo excelente controle regional e potencial impacto na sobrevida global. No entanto, esse tratamento está associado a alterações como dor, déficit de abdução e flexão, mudanças no padrão de sensibilidade e linfedema crônico. Então, em 2001, durante o evento The Philadelphia Proceedings of the Consensus Conference, a BLS passou a ser considerada válida para uso clínico em substituição à LA nos carcinomas mamários T1 e T2 concomitante a axila clinicamente negativa. Essa técnica é empregada com a utilização do azul patente, fitato-99mTc ou ambas. Sendo que a utilização conjunta diminui a taxa de não identificação do LS. Essa pesquisa de LS visa avaliar a axila das pacientes com neoplasia mamária em estádio precoce e com axila clinicamente negativa, uma vez que o exame do primeiro linfonodo é mais minucioso. Também apresenta menor morbidade cirúrgica na ordem de 25% contra 70% na LA, por ser um procedimento cirúrgico menos extenso e agressivo, além e evitar LA desnecessária. Ainda, quando há presença de metástase em apenas 1 ou 2 linfonodos axilares, pode-se omitir o esvaziamento axilar em casos em que a cirurgia conservadora é associada à radioterapia mamária e ao tratamento adjuvante preestabelecido sem a avaliação axilar adicional. Sendo assim, a LA é recomendada em casos de axila clinicamente positiva, quando há 2 ou mais LS positivos, nos casos em que há presença e LS positivos após quimioterapia neoadjuvante e quando é indicada mastectomia. Logo, conclui-se quea BLS é uma técnica capaz de reduzir morbidades sem interferir na sobrevida global e na recorrência locorregional, além de promover melhor qualidade de vida. Assim como, também, apresenta menor probabilidade de sintomatizar os efeitos colaterais da LA.

Palavras-chave


Linfonodo sentinela; Biópsia de linfonodo sentinela; Excisão de linfonodo; Câncer de mama



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