CETOACIDOSE DIABÉTICA (CAD) NO PACIENTE PEDIÁTRICO

Túlio Roberto Ferretto Junior

Resumo


Introdução: A CAD é uma condição potencialmente grave e frequente em emergências e em Unidades de Terapia Intensiva Pediátrica (UTIP). Consiste em uma das principais complicações dos pacientes com diabetes mellitus tipo I (DMI). A incidência anual de CAD na população mundial com DMI é de 1 a 5%, sendo duas vezes mais prevalente no sexo feminino. No Brasil, aproximadamente 20% dos pacientes abrem o quadro de DMI com CAD. Objetivos: Apresentar revisão bibliográfica sobre CAD devido a importância do tema no âmbito hospitalar pediátrico. Métodos: Realizou-se revisão bibliográfica em artigos científicos nas bases de dados SCIELO e Uptodate. Utilizou-se como descritores: CAD, pediatria. Resumo: A CAD se baseia em uma grave deficiência de insulina, absoluta ou relativa (conforme se encontre uma baixa na quantidade do hormônio ou se esse não consegue atuar em seu receptor específico, respectivamente), e do excesso de hormônios contrarreguladores, tais como o glucagon, cortisol e as catecolaminas. Estes mecanismos podem ser desencadeados por um processo infeccioso e tem como consequência a hiperglicemia. Esta, por sua vez origina diurese e desidratação osmótica, que juntamente com taquipneia, respiração de Kussmaul, pele seca e fria, xerostomia, agitação, fácies hiperemiada, hipotonia muscular, taquisfigmia e pressão arterial variável são características do estado de cetoacidose. A elevação dos corpos cetônicos no organismo ocorre devido a utilização dos estoques de gordura para obter energia (gliconeogênese), já que a glicose ingerida por meio das refeições é impossibilitada pela deficiência de insulina. A CAD foi classificada em leve (pH < 7,3 ou HCO3- <15), moderada (pH < 7,2 e HCO3- < 10) ou grave (pH < 7,1 e HCO3- < 5) conforme o consenso da ISPAD 2014 (Internacional Society for Pediatric and Adolescent Diabetes). A terapêutica baseia-se na reidratação, insulinoterapia, correção glicêmica e hidroeletrolítica e, por fim, pesquisa do fator desencadeante. Conclusão: Levando em conta a grande prevalência e gravidade do quadro de cetoacidose é de suma importância o estudo do tema para o diagnóstico precoce, objetivando a redução da morbi-mortalidade.

Palavras-chave


Cetoacidose diabética; Diabetes Mellitus; Unidades de Terapia Intensiva; Hiperglicemia



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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