ABORDAGEM AO PACIENTE COM LINFOADENOPATIA

Giulia Haendchen Fornasari

Resumo


A Unidade Educacional Eletivo é um cenário de aprendizagem do curso de medicina, que propicia ao estudante oportunidades de participar ativamente da construção do Currículo do Curso, escolhendo e definindo áreas atuação e temas de interesse para aprofundamento de habilidades e atitudes na área de medicina e saúde. Seguindo esse princípio, a área de escolha no ano de 2017 foi onco-hematologia e hematologia clínica, onde se teve a oportunidade de realizar avaliações clínicas e laboratoriais de pacientes com suspeita e/ou diagnóstico de síndromes hematológicas em âmbito ambulatorial e hospitalar. O presente estudo tem como objetivo apresentar uma síntese das correlações teórico-práticas acerca dos achados de linfoadenopatia em pacientes da hematologia. A metodologia utilizada foi observacional e prática no Hospital Tereza Ramos e de pesquisa em livros clássicos de hematologia e no site do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva – INCA. Grande parte das queixas dos e de alterações notadas durante o exame físico dos pacientes que procuram ou que estão em acompanhamento pelo médico hematologista, é o aumento dos gânglios linfáticos, sendo necessário realizar um exame físico minuscioso de acordo com a apresentação, ocupação e idade de cada paciente. Mais de 80% dos casos de linfoadenopatia em pacientes com menos de 30 anos de idade é apenas reacional – causada por infecções –, já quando em pacientes com mais de 50 anos, a probabilidade de 80% passa a ser a de ter neoplasia, sendo que, quando há a presença de sintomas B – perda ponderal de mais de 10% nos últimos 6 meses, febre (acima de 37,8ºC) inexplicável e/ou sudorese noturna –, é sugerido o diagnóstico de linfoma, doença com estimativa de incidência, segundo o INCA, de 10.240 casos para linfoma não-Hodgkin e 2.470 para linfoma Hodgkin, no ano de 2016. Em onco-hematologia, as causas mais comuns também incluem as leucemias linfoide aguda/crônica e mieloide aguda/crônica. O examinador deve ter experiência para determinar características que tornam-se fundamentais em serem avaliadas diante da constatação da linfoadenopatia, pois podem fornecer pistas sobre sua etiologia, acometimento e prognóstico. A localização, tamanho, consistência, adesão, sensibilidade, fistulização e presença de sinais inflamatórios nos gânglios tornam-se imprescindíveis em serem avaliados, entretanto, nenhuma dessas características por si só é diagnóstica, sendo necessário realizar uma avaliação individualizada do paciente para que seja elucidada a etiologia e futuras condutas. O mais comum, em todos os casos, é realizar biópsia excisional e avaliação por exames laboratoriais e radiológicos. Portanto, saber a fisiopatologia das mais diversas causas de linfoadenopatia e suas repercussões torna-se imprescindível para que o médico onco-hematologista possa definir qual a conduta deve ser tomada diante de cada caso enfrentado, bem como interpretar os resultados obtidos. Com isso exposto, concluiu-se que a UEE 2017 foi de grande valia, proporcionando à estudante experiência para realizar a anamnese e exame físico com mais exatidão, bem como para compreender a fisiopatologia das doenças supracitadas e interpretar exames de imagem e laboratoriais relacionados ao paciente que apresenta linfoadenopatia.

Palavras-chave


exame físico; hematologia; linfonodos



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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